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Líder trabalhista considera Boris "fraco" por recusar demitir assessor

O líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, afirmou hoje que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, mostrou-se "fraco" ao resistir à demissão do assessor Dominic Cummings por desrespeitar as regras do confinamento decretado para travar a pandemia covid-19. 

Líder trabalhista considera Boris "fraco" por recusar demitir assessor
Notícias ao Minuto

15:41 - 28/05/20 por Lusa

Mundo Covid-19

Um porta-voz de Boris Johnson disse hoje que o primeiro-ministro considera o caso "encerrado", após ter sido conhecido que a polícia britânica concluiu a existência de uma violação "menor" das regras, mas que não pretende abrir um processo.

"O mais importante aqui não são estas questões técnicas, o problema é que, ao não lidar com Cummings de uma maneira forte, o primeiro-ministro não apenas se mostrou fraco (...), o que me preocupa é que as pessoas pensem 'bem, se Cummings não precisa de respeitar as regras, por que preciso eu?'", vincou, em declarações transmitidas pela BBC Radio 4. 

Cummings admitiu ter conduzido cerca de 400 quilómetros até à casa de seus pais, em Durham, no nordeste da Inglaterra, durante o confinamento, e depois ter viajado até uma localidade turística, a 50 quilómetros de distância.

A polícia de Durham disse hoje que o segundo trajeto, até à vila de Barnard Castle, poderia ser considerada "uma pequena violação" das regras do confinamento, e que justificaria a intervenção "se ele fosse apanhado em flagrante", mas adiantou que "não há intenção de tomar medidas retrospetivas".

O caso motivou protestos de dezenas de deputados do Partido Conservador e uma sondagem publicada na quarta-feira pelo jornal Daily Mail indicava que 66% dos inquiridos eram a favor de demissão de Cummings e só 17% estavam contra. 

No entanto, Boris Johnson resistiu e hoje o porta-voz disse que "o primeiro-ministro considera que Cummings agiu de forma responsável principal e legal tendo em conta as circunstâncias e considera que o caso está encerrado".

O Reino Unido é atualmente o país com o segundo maior número de mortes devido a covid-19, atrás dos EUA, tendo registado 37.048 mortes e 267.240 casos de contágio durante a pandemia, segundo o balanço de quarta-feira do Ministério da Saúde britânico. 

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 355 mil mortos e infetou mais de 5,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

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