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Malta deve deixar desembarcar 160 pessoas retidas há semanas no mar

A organização Human Rights Watch pediu hoje a Malta para permitir o desembarque de mais de 160 pessoas retidas em dois navios e apontou Portugal e França como exemplos de humanidade que os Estados da UE devem seguir.

Malta deve deixar desembarcar 160 pessoas retidas há semanas no mar

As 160 pessoas, refugiados e migrantes, foram resgatadas no mar entre 30 de abril e 07 de maio e depois transferidas para dois navios de cruzeiro, onde continuam ao largo das águas territoriais de Malta.

"É inacreditável que o Governo maltês mantenha estas pessoas presas durante semanas em barcos turísticos e em condições miseráveis, a fim de pressionar outros países da União Europeia (UE) a resgatá-los", criticou a vice-diretora interina da Europa e Ásia Central na Human Rights Watch (HRW), Judith Sunderland, em comunicado hoje divulgado.

"As preocupações com a covid-19 e as queixas de longa data, parcialmente justificadas, sobre a falta de partilha justa de responsabilidades entre os países europeus não podem desculpar este comportamento escandaloso", considera a HRW.

"Esses barcos, que ostentam bandeira maltesa, são embarcações de recreio projetadas para cruzeiros curtos e não para acomodar pessoas por longos períodos", lembrou a organização, sublinhando que as condições de vida a bordo "se estão a deteriorar significativamente".

A ilha de Malta enfrenta, desde 2005, uma onda de migrantes, com origem sobretudo na Líbia, mas apenas 8% foram realocados noutros países da União Europeia, e os migrantes irregulares representam atualmente 1% da população total da ilha, segundo as autoridades locais.

No ano passado, desembarcaram na ilha 3.405 migrantes, dos quais 2.795 ainda estão no local, de acordo com dados oficiais.

No início deste ano, quase 1.400 pessoas chegaram a Malta, um aumento de 438% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Perante um fenómeno que Malta considera ser um 'tsunami' de refugiados e migrantes, o Governo pediu à Comissão Europeia que organizasse a sua realocação noutros países.

Apenas Portugal e França responderam ao apelo, prometendo receber seis e 30 deles, respetivamente, o que, para a HRW, é um exemplo de respeito pelos direitos humanos que devia ser seguido por outros Estados-membros.

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