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Sarraj diz que missão naval da União Europeia favorece Haftar

O chefe do governo de acordo nacional (GAN) disse hoje que a missão naval da União Europeia (UE) encarregada de controlar o embargo às armas para a Líbia favorece o seu rival Khalifa Haftar, que continua a receber armamento.

Sarraj diz que missão naval da União Europeia favorece Haftar
Notícias ao Minuto

11:37 - 08/05/20 por Lusa

Mundo Líbia

"O principal objetivo da operação Irini é fazer cumprir o embargo imposto pela ONU ao envio de ajuda militar estrangeira à Líbia. O seu raio de ação é o Mediterrâneo. Mas os nossos inimigos recebem as armas e munições essencialmente por via terrestre e aérea", declarou Fayez al-Sarraj numa entrevista ao diário italiano Corriere della Sera divulgada hoje.

"Em resumo, esta é a nossa principal objeção: os nossos portos serão controlados, as nossas tropas penalizadas, enquanto as zonas de Haftar ficarão livres para receber todo o tipo de ajuda", adiantou Sarraj, cujo governo é reconhecido pela ONU.

Um relatório recente de peritos das Nações Unidos que monitorizam o embargo às armas imposto à Líbia confirmou a presença no país de mercenários do grupo russo Wagner e revelou a existência de combatentes sírios vindos de Damasco para apoiar o homem forte do Leste, o marechal Khalifa Haftar.

Irini veio substituir a operação Sophia, lançada em 2015, mas com um único mandato: fazer respeitar o embargo imposto pelas Nações Unidas sobre as entregas de armas à Líbia. Lançada no final de março, ficou operacional a 04 de maio.

Desde a queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011 que a Líbia mergulhou no caos. Atualmente duas autoridades disputam o poder: o GAN, sediado em Tripoli, e um governo paralelo no Leste controlado por Khalifa Haftar.

Este lançou em abril de 2019 uma ofensiva para se apoderar de Tripoli que causou centenas de mortos e mais de 200.000 deslocados.

O GAN conta com o apoio da Turquia e do Qatar, enquanto Haftar é ajudado pela Rússia, Egito e Emirados Árabes Unidos.

Sarraj tinha afirmado há três semanas que já não queria negociar politicamente com Haftar, evocando "os desastres e crimes que ele cometeu contra os líbios".

Voltou a reiterar essa posição ao jornal italiano: "Não, já não estamos dispostos a falar com Haftar. Ele é responsável por um vil golpe de Estado. Não deve continuar a sentar-se à mesa das negociações".

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