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Jornalista desaparecido desde terça-feira no Norte de Moçambique

Um jornalista de uma rádio local em Palma, norte de Moçambique, está desaparecido e incontactável desde terça-feira, disseram à lusa familiares e fonte do órgão de comunicação.

Jornalista desaparecido desde terça-feira no Norte de Moçambique

Ibraimo Abu Mbaruco, da Rádio Comunitária de Palma, em Cabo Delgado, terá sido sequestrado ao final da tarde em circunstâncias por apurar, acrescenta o MISA Moçambique, organização de defesa da liberdade de imprensa, em comunicado.

"Ao que o MISA Moçambique apurou, Ibraimo Mbaruco saiu de casa para a rádio por volta das 15:00 do dia 07 de abril, onde esteve a trabalhar até cerca das 18:00", descreve.

O que se passou depois é uma incógnita.

O MISA refere que Ibraimo terá enviado uma curta mensagem (SMS) a um dos seus colegas de trabalho, informando que estava "cercado por militares". 

"Uma breve investigação do MISA Moçambique conseguiu apurar que Ibraimo Mabaruco não se encontra no quartel de Palma", acrescenta o comunicado da organização.

O caso já foi relatado às autoridades locais, às quais o MISA apela no sentido de que "usem todos os meios para permitir que o jornalista seja restituído à liberdade".

A Lusa tentou obter esclarecimentos junto das autoridades policiais, mas ainda não obteve informação adicional.

Cabo Delgado, região onde avançam megaprojetos de extração de gás natural, vê-se a abraço com ataques de grupos armados classificados como uma ameaça terrorista, que já mataram pelo menos 350 pessoas nos últimos dois anos e meio.

Em 2019, dois jornalistas locais na região que cobriam o tema, Amade Abubacar e Germano Adriano, foram detidos e maltratados pelas autoridades durante quatro meses, sob acusação de violar segredos de Estado e incitar à desordem, num caso contestado pelas Nações Unidas e outras organizações.

Durante os primeiros dias de cativeiro foram mantidos incomunicáveis.

"Atos de violência e detenções arbitrárias de jornalistas contrariam todos os princípios de uma democracia ancorada na supremacia da lei e no respeito pelos direitos humanos. Violam, de forma flagrante, todas as disposições da Constituição da República de Moçambique, no que diz respeito à liberdade de expressão e liberdade de imprensa", conclui o MISA Moçambique, no comunicado em que manifesta preocupação com o caso de Ibraimo Abu Mbaruco.

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