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Estado de emergência é para "salvar vidas" e erros serão corrigidos

O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, defendeu hoje que o estado de emergência em vigor no país visa "salvar vidas", face à pandemia de covid-19, embora admita a necessidade de corrigir erros neste processo.

Estado de emergência é para "salvar vidas" e erros serão corrigidos

Numa mensagem divulgada hoje na sua conta oficial na rede social Facebook, o Presidente cabo-verdiano, que decretou o estado de emergência que vigora no país desde 29 de março, admitiu as dificuldades que se vivem atualmente, num país sem ligações entre ilhas e sem saídas à rua.

"Pouco mais de um terço do estado de emergência decorrido. Há incómodos? Há erros cometidos? Há dificuldades? Naturalmente que sim, mas o decisivo é corrigirmos, aprimorarmos, procurarmos ser mais eficientes, fazer cumprir o que deve ser cumprido, se necessário, exercendo com legitimidade constitucional e democrática a autoridade, para salvar vidas e defender Cabo Verde", admitiu.

Jorge Carlos Fonseca não esclareceu os erros a que se referia.

A Lusa noticiou anteriormente que só na Praia, na primeira semana de estado de emergência, foram detidos pela Polícia Nacional oito cidadãos por desobediência.

O chefe de Estado cabo-verdiano, que tem a presidência rotativa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), acrescenta que falou telefonicamente com o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, depois de já o ter feito anteriormente com o seu homólogo de Angola, João Lourenço, e com o primeiro-ministro português, António Costa, para abordar a situação da pandemia.

"Uma conversa demorada sobre a situação da epidemia em Moçambique e em Cabo Verde, as medidas tomadas num e noutro país, as dificuldades e as insuficiências, mas também a esperança em melhores dias. Pudemos ainda falar um pouco sobre a situação na província de Cabo Delgado" - no norte de Moçambique, que tem sido palco de ataques -, esclareceu.

Cabo Verde tem atualmente casos de covid-19 confirmados nas ilhas da Boa Vista (4), de Santiago (2) e de São Vicente (1). Um dos casos da ilha da Boa Vista, um turista inglês de 62 anos, acabou por morrer.

O país entrou hoje no nono dia, de um total de 20 previstos, de estado de emergência, declarado para conter a pandemia provocada pelo novo coronavírus, com a população obrigada ao dever geral de recolhimento, com limitações aos movimentos, empresas não essenciais fechadas e todas as ligações interilhas suspensas.

O arquipélago de Cabo Verde está fechado a voos internacionais, para travar a progressão da pandemia, e com o estado de emergência decretado no domingo foram também suspensos os voos entre ilhas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 68 mil.

Dos casos de infeção, mais de 238 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em África, o número de mortes devido à covid-19 subiu para 414 nas últimas horas num universo de mais de 9.198 casos registados em 51 países, de acordo com a mais recente atualização dos dados da pandemia naquele continente.

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