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Maduro pede aos americanos que impeçam novo Vietname perto de casa

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, dirigiu hoje uma carta aos norte-americanos, apelando a que travem as alegadas intenções de Trump de avançar para um conflito armado com a Venezuela e impeçam "outro Vietname ou Iraque perto de casa".

Maduro pede aos americanos que impeçam novo Vietname perto de casa

"Nós, na Venezuela, não queremos um conflito armado na nossa região. Queremos relações fraternas, de cooperação, de intercâmbio e de respeito", escreveu o líder venezuelano no documento lido aos jornalistas pelo ministro de Relações Exteriores, Jorge Arreaza.

"Não podemos aceitar ameaças bélicas nem bloqueios, nem tão pouco a intenção de instalar uma tutelagem internacional que viole a nossa soberania e ignore os avanços do ano passado no sincero diálogo político entre o Governo e uma grande parte da oposição venezuelana, que deseja soluções políticas e não guerras por petróleo", acrescentou Maduro.

Na carta, o Presidente da Venezuela apela "ao povo dos EUA para que trave essa loucura, para que responsabilize os seus governantes e os obrigue a focar a sua atenção e recursos na atenção urgente à pandemia" da covid-19.

"Peço, junto com o cessar das ameaças militares, o fim das sanções ilegais e do bloqueio que restringe o acesso a apoios humanitários, tão necessários hoje no país (...), que não permitam que o vosso país seja arrastado uma vez mais para outro conflito interminável, outro Vietname ou outro Iraque, mas desta vez mais perto de casa", apelou.

A carta explica que o mundo está paralisado a tentar controlar a pandemia do coronavírus, um combate em que a Venezuela tem "algumas vantagens", como medidas de isolamento desde muito cedo e a ampliação da triagem com base num "sistema de saúde público e gratuito, com médicos de família em todo o país".

"A solidariedade de Cuba, China, Rússia e o apoio da Organização Mundial da Saúde têm-nos permitido obter os apoios médicos necessários, apesar das sanções ilegais de Donald Trump", sublinhou Nicolas Maduro.

"Enquanto o mundo se concentra em responder à emergência da covid-19, o Governo de Trump, instrumentalizando uma vez mais as instituições para alcançar os seus objetivos eleitorais e baseando-se em infâmias sob o pretexto da luta contra as drogas, ordenou o maior desdobramento militar dos Estados Unidos na nossa região em 30 anos, a fim de ameaçar a Venezuela e levar a nossa região a um conflito bélico, custoso e sangrento de duração indefinida", acrescentou.

Segundo a carta, em 26 de março, "William Barr, um procurador-geral de independência questionável" que "recomendou a invasão do Panamá contra [Manuel António] Noriega em 1989 e ajudou a encobrir as irregularidades do escândalo Irão-Contras", apresentou, "sem mostrar qualquer prova, acusações de tráfico de drogas para os Estados Unidos contra mim [Nicolás Maduro] e contra altos funcionários do Estado venezuelano".

Isto, "apesar de as informações do próprio Departamento de Defesa demonstrarem que a Venezuela não é um país de trânsito primário de drogas para os EUA, como o são países aliados de Washington, como a Colômbia ou as Honduras".

"Trump constrói uma cortina de fumo para ocultar o seu manejo improvisado e errático da pandemia" de covid-19, cuja importância "subestimou e negou".

"Apesar de ter os recursos, não está na disposição de transformar o sistema de saúde [norte-americano] para dar prioridade ao atendimento integral da população e não ao lucro da medicina privada, seguradoras e produtos farmacêuticos", escreveu.

No documento, Nicolás Maduro convida os norte-americanos a lutarem com os venezuelanos por uma sociedade mais justa, livre e compassiva.

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