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Primeiros casos em campos de refugiados na Grécia são forte alerta

A Comissão Europeia alertou hoje que já há casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus em campos de refugiados na Grécia e, embora considere que a situação ainda está sob controlo, defende a transferência urgente das pessoas mais vulneráveis.

Primeiros casos em campos de refugiados na Grécia são forte alerta
Notícias ao Minuto

14:00 - 02/04/20 por Lusa

Mundo Covid-19

Num debate por videoconferência com a comissão de Liberdades Civis do Parlamento Europeu, a comissária europeia dos Assuntos Internos, Ylva Johansson, deu conta de "duas dezenas de casos confirmados" de covid-19 num campo de refugiados nos arredores de Atenas, comentando que esta situação concreta não é particularmente preocupante, mas não deixa de ser "um forte sinal de alerta".

"Creio que [a situação] é gerível, trata-se de um campo bem organizado e com acesso a cuidados sanitários, mas é um forte sinal de alerta", disse, lembrando que muitos outros campos de refugiados estão bem menos apetrechados para apoiar "um grande número de pessoas que já vivem em condições precárias".

A comissária enfatizou que a propagação da pandemia e a sua eventual chegada a campos de refugiados "pode provocar uma crise humanitária maciça".

"Isto é um perigo, tanto para os refugiados instalados em países terceiros, fora da União Europeia, como para aqueles que vivem em condições insustentáveis nas ilhas gregas", disse, reiterando assim a necessidade de se proceder, com sentido de urgência, a uma transferência dos requerentes de asilo "mais vulneráveis" para quartos de hotéis atualmente desocupados.

O ministro grego da Ordem Pública, Michalis Chrysohoidis, que também participou no debate, garantiu que as autoridades gregas têm tomado diversas medidas para minimizar o risco de propagação do novo coronavírus nos campos de refugiados, como separar os recém-chegados, proceder a testes de despistagem e isolar eventuais infetados, mas advertiu que o sistema de saúde grego também está "sob grande pressão e os recursos não são ilimitados".

Um dos grandes problemas com que os campos de refugiados na Grécia se debatem é o da sobrelotação. O campo de Moria, o maior da Europa, foi concebido para acolher aproximadamente 3.000 pessoas, mas alberga atualmente aproximadamente 20.000, na sua maioria menores de idade.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 180.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 508 mil infetados e mais de 34.500 mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 13.155 óbitos em 110.574 casos confirmados até quarta-feira.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 10.003, entre 110.238 casos de infeção confirmados, enquanto os Estados Unidos são o que contabiliza mais infetados (216.722).

Além de Itália, Espanha e China, os países mais afetados são Estados Unidos, com 5.137 mortes, França, com 4.032 mortes (56.989 casos), e Irão, com 3.160 mortes (50.468 casos). Portugal contabiliza atualmente 209 óbitos.

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