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Governo checo testa uso de dados pessoais para conter pandemia

As autoridades checas estão a testar um sistema informático que revela rapidamente, em particular através dos dados por telefone, os contactos mantidos com pessoas infetadas pelo novo coronavírus e para suster a sua propagação, foi hoje anunciado em Praga.

Governo checo testa uso de dados pessoais para conter pandemia
Notícias ao Minuto

14:59 - 31/03/20 por Lusa

Mundo Covid-19

A solução proposta pelo designado Covid19cz, que integra um conjunto de peritos em informática, utiliza dos dados dos telefones móveis e dos cartões bancários de pessoas testadas positivas para acompanhar as suas deslocações, e com o seu consentimento.

"Permite o acesso a um mapa que demonstra (...) por exemplo que alguém esteve meia hora na esquina de uma ou outra rua", disse à agência noticiosa AFP a porta-voz da Covid19cz, Irena Zatloukalova.

"O inspetor sanitário pode pedir a uma pessoa [doente] se encontrou uma ou outra pessoa, para identificar quem é suscetível de ser infetado. As pessoas não podem apenas confiar na sua memória e devem recordar-se do que fizeram durante as duas últimas semanas", explicou.

No âmbito do sistema de "quarentena inteligente", testado numa região do sudeste da República checa, as pessoas que tiveram contacto com um doente poderão ser colocadas de seguida em regime de quarentena breve, no máximo três dias, até serem submetidas ao teste da covid-19.

"Se [o resultado] for negativo, poderão regressar à sua vida diária. Se forem positivos, serão colocadas em quarentena completa", explicou o vice-primeiro-ministro da Saúde, Roman Prymula, na página eletrónica do Governo.

Segundo Zatloukalova, o Reino Unido, Lituânia, Sérvia, Eslováquia e países da América Latina já manifestaram interesse por esta solução informática.

O primeiro-ministro Andrej Nabis disse pretender que este sistema comece a ser aplicado em todo o país até 12 de abril.

A República checa, Estado-membro da União Europeia com 10,7 milhões de habitantes, registou 3.002 casos confirmados da covid-19, com 24 mortos.

O Governo encerrou as fronteiras, as escolas, os restaurantes, bares, teatros e a maioria dos estabelecimentos comerciais. As medidas de confinamento da população foram prolongadas até 11 de abril.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 38 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 163 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com quase 439 mil infetados e mais de 27.500 mortos, é aquele onde se regista atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 11.591 mortos em 101.739 casos confirmados até segunda-feira.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 8.189, entre 94.417 casos de infeção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos são o que tem maior número de infetados (164.610).

A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, conta com 81.518 casos (mais de 76 mil recuperados) e regista 3.305 mortes. A China anunciou hoje 48 novos casos, todos oriundos do exterior, e mais uma morte, numa altura em que o país suspendeu temporariamente a entrada no país de cidadãos estrangeiros, incluindo residentes.

Além de Itália, Espanha e China, aos países mais afetados são os Estados Unidos, com 3.170 mortes (164.610 casos), a França, com 3.024 mortes (44.450 casos), e o Irão, com 2.898 mortes reportadas até hoje (41.495 casos).

O número de mortes em África subiu para 173 nas últimas horas, com os casos confirmados a ultrapassarem os 5.000 em 47 países, de acordo com as mais recentes estatísticas sobre a doença no continente.

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