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Avanço do vírus em prisões na Rússia teria consequências devastadoras

A Amnistia Internacional (AI) declarou hoje o seu alarme com as "consequências devastadoras" da pandemia de covid-19 nas prisões russas, pedindo às autoridades que reduzam o número de presos, especialmente aqueles que aguardam julgamento.

Avanço do vírus em prisões na Rússia teria consequências devastadoras
Notícias ao Minuto

14:48 - 31/03/20 por Lusa

Mundo Covid-19

"Se as autoridades não implementarem medidas de proteção urgentes, a pandemia de covid-19 poderá atingir prisões russas com consequências devastadoras", disse Natalia Prilutskaya, investigadora da Amnistia Internacional para a Rússia, num comunicado.

Segundo a investigadora, "o estado atual do sistema prisional russo (...) expõe os presos a um maior risco de doenças infecciosas", referindo que há sobrelotação, falta de ventilação, atendimento médico inadequado e instalações sanitárias precárias.

De acordo com a organização não-governamental (ONG), 9.000 dos 519.600 presos russos são homens com mais de 60 anos de idade, particularmente expostos ao risco de contágio.

A ONG denuncia o facto de que, além disso, "quase 97.000 prisioneiros estão em centros de detenção preventiva, onde as condições são mais perigosas, principalmente devido à sobrelotação".

A AI pede às autoridades russas "que considerem maneiras de reduzir a população carcerária na Rússia".

Antes da AI, outra ONG, a Human Rights Watch (HRW), apontou na semana passada a sobrelotação nas prisões da Rússia como um grande problema no caso da pandemia da covid-19, causada pelo novo coronavírus.

Segundo o último relatório oficial, a Rússia registou 2.237 casos comprovados de coronavírus e 17 mortes, 500 contaminações e oito mortes registadas nas últimas 24 horas, um recorde até agora.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 38 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 163 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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