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Idosos espanhóis pedem que não os discriminem nos cuidados intensivos

As organizações espanholas que representam os idosos e os deficientes exigiram hoje que estes não sejam discriminados no acesso a cuidados médicos e tratamento em unidades de cuidados intensivos durante a pandemia da covid-19.

Idosos espanhóis pedem que não os discriminem nos cuidados intensivos
Notícias ao Minuto

13:49 - 31/03/20 por Lusa

Mundo Covid-19

Estas associações instam, através de um comunicado, a comunidade científica a rever os seus protocolos e manuais, "para banir qualquer indício de desigualdade e garantir que sejam absolutamente respeitosos do quadro de direitos humanos que governa a Espanha, porque ninguém pode ser excluído por motivos de idade ou deficiência de certos tratamentos, uma vez que todas as vidas merecem o mesmo respeito e têm o mesmo valor".

O comunicado conjunto é assinado pelo Comité Espanhol de Representantes das Pessoas com Deficiência, a União Democrática dos Reformados de Espanha e a Confederação Espanhola das Organizações de Idosos.

Em declarações à agência Lusa, fonte oficial desta última organização assegurou que há idosos e deficientes a serem "discriminados" pelos serviços de saúde, mas disse que não podia revelar casos concretos devido à "lei de proteção de dados", remetendo para os casos de denúncias nas redes sociais.

Áudios e vídeos postos a circular dão conta da situação "dramática" nos serviços sanitários em Madrid, com falta de ventiladores nas unidades de cuidados intensivos, que levam os médicos a dar esses equipamentos a pessoas mais jovens em detrimento dos mais idosos.

A região de Madrid é a mais atingida em Espanha pelo covid-19, com um total de infetados de 27.509 pessoas (94.417 a nível nacional), de mortos 3.603 (8.189), de hospitalizados 15.140 (49.243), dos quais em unidades de cuidados intensivos estão ou estiveram 1.514 (5.607).

No comunicado, as três organizações sublinham que os protocolos das sociedades científicas "não são textos legais de cumprimento obrigatório, especialmente quando se trata de procedimentos discriminatórios".

"Todas as ações das instituições e profissionais de saúde, em qualquer situação, devem ser regidas pelo mandato imperativo dos direitos humanos de não discriminar ou tratar desigualmente, e de agir sem preconceitos que castiguem aqueles que são considerados 'diferentes' e, portanto, de menor valor, cuja saúde ou vida é sacrificável por serem menos prioritários", afirmam essas organizações.

Apelam ainda a todas as administrações para que, longe de descartar pessoas devido à sua idade, se concentrem em fornecer ao sistema de saúde espanhol os recursos necessários para lidar com a covid-19 e apelam para que os centros para pessoas de terceira idade e os para aqueles com deficiência tenham todos os recursos necessários para combater esta pandemia e para garantir a saúde dos trabalhadores.

Os idosos e os deficientes exigem a manutenção dos serviços de assistência social necessários às pessoas em situação de dependência e recordam que as últimas medidas contra a pandemia aprovadas pelo Governo espanhol ainda permitem a circulação de profissionais que prestam serviços de assistência aos idosos, deficientes ou dependentes.

As autoridades sanitárias têm afirmado que o pico das infeções do novo coronavírus está quase a ser alcançado.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde espanhol de 15 a 25 de março o aumento médio de casos diários de pessoas com a covid-19 foi de 20% e desde esse dia até segunda-feira de 12%.

Os esforços estão agora concentrados na prevenção do colapso do sistema de saúde a todo o custo, nomeadamente no apoio às grandes dificuldades que estão a enfrentar as unidades de cuidados intensivos, que têm 5.607 de internados em todo o país.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 750 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 36 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 148.500 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 413 mil infetados e mais de 26.500 mortos, é aquele onde se regista atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 11.591 mortos em 101.739 casos confirmados até segunda-feira.

A Espanha tem 94,417 de casos positivos e é o segundo país com maior número de mortes (8.189), enquanto os Estados Unidos são o que tem maior número de infetados (164.610).

Os países mais afetados a seguir a Itália, Espanha e China são a França, com 3.024 mortes (44.450 casos), o Irão, com 2.757 mortes reportadas até hoje (41.495 casos), e os Estados Unidos com 3.170 mortes (164.610 casos).

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