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Pandemia afeta países "em desenvolvimento de forma desproporcionada"

O Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PDNU) alertou hoje que a pandemia da covid-19 ameaça atingir de forma desproporcionada os países em desenvolvimento, quer na saúde, quer na economia, antecipando perdas de 220 mil milhões de dólares.

Pandemia afeta países "em desenvolvimento de forma desproporcionada"
Notícias ao Minuto

13:47 - 31/03/20 por Lusa

Mundo ONU

"A crescente crise da covid-19 ameaça atingir desproporcionadamente os países em desenvolvimento, não apenas como uma crise de saúde a curto prazo, mas também como uma crise devastadora do ponto de vista económico e social nos próximos meses e anos", diz a agência da ONU.

"As perdas de rendimento podem exceder os 220 mil milhões de dólares", cerca de 200 mil milhões de euros, acrescenta-se no comunicado hoje difundido em Nova Iorque, no qual se aponta que "com cerca de 55% da população global sem acesso a proteção social, estas perdas vão reverberar nas sociedades, impactando a educação, os direitos humanos e, nos casos mais severos, a segurança básica alimentar e a nutrição".

Para este Programa das Nações Unidas, é previsível que os hospitais, já de si com menos recursos que os necessários, e os sistemas de saúde fiquem "assoberbados com o aumento do número de casos, já que 75% das pessoas nos países menos desenvolvidos não têm acesso a sabão e água".

"Esta pandemia é uma crise de saúde, mas não só; para vastas partes do mundo, a pandemia vai deixar cicatrizes muito profundas", comentou o administrador do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, Achim Steiner, citado no comunicado.

"Sem o apoio da comunidade internacional, arriscamo-nos a andar para trás nos ganhos feitos nas últimas duas décadas, e uma inteira geração perdida, se não em vidas, então em direitos, oportunidades e dignidade", acrescentou o responsável.

A PNUD fez um apelo à comunidade internacional para "pensar para além do impacto imediato da covid-19, enfatizando três ações prioritárias: os recursos para fazer cessar a propagação do vírus, o apoio para a resposta durante o surto, e os recursos para prevenir o colapso dos países em desenvolvimento".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 38 mil.

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