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Sobe para 98 número de soldados mortos em ataque do Boko Haram

O número de soldados mortos na segunda-feira no atentado do grupo 'jihadista' nigeriano Boko Haram contra um acampamento militar do Chade foi hoje atualizado para 98 pelas autoridades, que mantiveram o balanço de 47 feridos.

Sobe para 98 número de soldados mortos em ataque do Boko Haram
Notícias ao Minuto

16:29 - 25/03/20 por Lusa

Mundo Ndjamena

A informação foi avançada, em comunicado, pelas Forças Armadas do Chade, que não avançaram dados sobre eventuais baixas entre os atacantes, que foram repelidos pelos soldados.

O Boko Haram lançou uma ofensiva na segunda-feira contra um acampamento do exército chadiano na zona semi-insular de Boma, situada na província do Lago Chade (oeste), que faz fronteira com a Nigéria, a 100 quilómetros da capital regional de Bol.

No mesmo dia, 47 soldados nigerianos morreram num ataque separado do mesmo grupo no estado de Borno, na Nigéria.

Os ataques foram condenados pelo presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, que considerou tratar-se de uma "clara lembrança de que o terrorismo continua particularmente agressivo na região do Lago Chade e em toda a região do Sahel".

Também o alto representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, Josep Borrell, condenou os atentados e garantiu o apoio da UE ao Chade e à Nigéria na sua luta contra o terrorismo.

Desde o início de 2020 que o Boko Haram intensificou os ataques contra as forças de segurança chadianas. No sábado, um ataque semelhante provocou 16 mortos do grupo 'jihadista' e cinco do Exército do Chade.

Este grupo começou os ataques contra o Chade em 2015, mas também é responsável por atentados nos Camarões, Níger e Nigéria, de onde é originário.

O Boko Haram foi criado em 2002, em Maiduguri, no noroeste da Nigéria, por Mohammed Yusuf, para denunciar o abandono do norte do país pelas autoridades nigerianas.

A organização 'jihadista' começou por atacar as forças leais ao Estado nigeriano, mas radicalizou-se ainda mais depois de Yusuf ter sido morto, em 2009.

Desde então, o Boko Haram aumentou a violência no noroeste do país e está a tentar impor um Estado que tenha o islão como religião predominante. A Nigéria é um país predominantemente cristão no Sul, mas de maioria muçulmana no Norte.

Já foram imputadas pelo menos 27 mil mortes a este grupo 'jihadista', que também é responsável por cerca de dois milhões de refugiados, de acordo com a Organização das Nações Unidas.

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