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Emirados Árabes Unidos e EUA realizam exercício militar no Golfo

As forças de fuzileiros dos EUA e dos Emirados Árabes Unidos realizaram hoje um grande exercício militar, no meio de tensões militares com o Irão e da pandemia de Covid-19.

Emirados Árabes Unidos e EUA realizam exercício militar no Golfo

Durante a operação, tropas correram pelas dunas da base militar de Al-Hamra, simulando a tomada de assalto de uma cidade, atacando a torre de controlo do aeroporto, uma refinaria de petróleo e uma mesquita.

O exercício bienal, "Native Fury", procura salientar os laços estreitos entre as forças norte-americanas e as dos Emirados Árabes Unidos.

A edição deste ano ocorre meses depois de os Estados Unidos terem assassinado um importante general iraniano, durante um ataque aéreo em Bagdade, o que provocou uma série de ações de retaliação do Governo iraniano contra interesses dos EUA no Golfo.

Ainda assim, os responsáveis militares dos EUA negam que este exercício possa ser visto como uma provocação ao regime de Teerão, estando a ser realizado a apenas 300 quilómetros das fronteiras iranianas.

"Provocatório? Não sei... Se eles virem isto como provocatório, o problema é deles (iranianos)", disse Thomas Savage, comandante das tropas norte-americanas nesta operação, salientando que o objetivo é assegurar a capacidade das forças militares em garantirem "a estabilidade na região".

No exercício participaram cerca de 4.000 soldados norte-americanos, do exército e da marinha, que fizeram uma prova de força, meses depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter reiterado a intenção de reduzir o contingente militar na região do Golfo.

Do lado dos Emirados, a operação serviu para demonstrar a aliança com os EUA, ao lado de quem têm estado nas últimas décadas, em vários cenários de guerra, como a invasão do Afeganistão, em 2001, na luta contra o grupo terrorista Al-Qaeda.

Os responsáveis militares dos Emirados não quiseram comentar esta operação aos jornalistas que a acompanharam, mas dos Estados Unidos surgiram várias reações de elogio ao comportamento das forças aliadas.

"A confiança é um fator enorme. Transparência e valores comuns funcionam em parceria", disse John Rakolta, embaixador dos EUA nos Emirados, referindo-se ao esforço de conjugação de esforços dos dois países, em vários setores, incluindo o militar.

Rakolta negou qualquer intenção de provocar o Irão, com este exercício militar, explicando que a operação tem meramente um caráter de preparação em cenários "de natureza defensiva".

Para já, não houve reação oficial do Irão a estas manobras militares.

O embaixador Rakolta disse ainda que nenhum diplomata dos EUA nos Emirados Árabes Unidos tinha contraído o novo coronavírus, que está na origem de uma pandemia de grandes dimensões, explicando que os funcionários norte-americanos têm muito pouco contacto com o exterior.

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