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Juiz norte-americano ordena a libertação de Chelsea Manning

A antiga analista do exército dos Estados Unidos e fonte do WikiLeaks encontra-se detida há dez meses. Os seus advogados revelaram que tentou suicidar-se no início desta semana.

Juiz norte-americano ordena a libertação de Chelsea Manning

Chelsea Manning vai ser libertada da cadeia onde está detida há dez meses, avança a CNN. Um juiz federal norte-americano ordenou esta quinta-feira a libertação da antiga analista do exército dos Estados Unidos e fonte do WikiLeaks. Uma decisão que o juiz justificou com o facto de que o testemunho que Chelsea Manning recusou dar a um júri já não é necessário.

O tribunal considera que a presença da senhora Manning perante um grande júri já não é necessário, pelo que a sua detenção já não serve qualquer propósito coercivo”, anunciou o juiz Anthony Trenga do tribunal federal de Alexandria, na Virgínia. O juiz acrescentou ainda que Manning foi multada em 256 mil dólares (228 mil euros) por se ter recusado a testemunhar.

Moira Meltzer-Cohen, uma das advogadas de Chelsea Manning, afirmou que a sua cliente ainda não tinha sido libertada do Centro de Detenção de Alexandria até ao final desta quinta-feira.

Os advogados da whistleblower revelaram esta quarta-feira que Chelsea Manning tentou suicidar-se no início desta semana. “Ela foi levada para o hospital e encontra-se a recuperar”, frisaram num comunicado divulgado na altura.

Chelsea Manning foi condenada em 2013 por ter fornecido documentos e um vídeo confidencial à WikiLeaks. O vídeo em causa era de um helicóptero do exército dos Estados Unidos a disparar contra civis e jornalistas no Iraque em 2007.

Quando foi condenada, Chelsea Manning já se encontrava detida desde 2010. No total, esteve sete anos presa até ser libertada em maio de 2017, depois da sua pena ter sido comutada pelo então presidente Barack Obama.

Por se ter recusado a testemunhar perante um júri em março do ano passado, Manning foi detida por um período de quase dois meses. Foi libertada por uma semana, antes de voltar a ser detida por continuar a não querer testemunhar.

As intimações para Chelsea Manning comparecer em tribunal e testemunhar sinalizaram um reforço na investigação ao WikiLeaks e a Julian Assange, o seu fundador, que está detido no Reino Unido e aguarda pela decisão da justiça britânica para saber se será extraditado para os Estados Unidos.

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