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Quénia assegura a Cuba que continua a tentar libertação de médicos

O Governo do Quénia assegurou hoje a Havana que continua os seus esforços para a libertação de dois médicos cubanos sequestrados em território queniano no ano passado por alegados membros do grupo 'jihadista' somali Al-Shabab.

Quénia assegura a Cuba que continua a tentar libertação de médicos
Notícias ao Minuto

22:19 - 09/03/20 por Lusa

Mundo Quénia

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, anunciou hoje que falou por telefone com a sua homóloga queniana, Raychelle Omamo, e com a antecessora desta, Monica Juma, recentemente nomeada para a pasta da Defesa daquele país africano.

"Felicitei-as pelas nomeações. Ambas asseguraram que mantêm os esforços para o regresso seguro dos nossos médicos", escreveu Rodríguez na plataforma social Twitter, referindo-se a Landy Rodríguez e a Assel Herrera, capturados por alegados 'jihadistas' em 12 de abril do ano passado.

Os médicos cubanos foram sequestrados quando se dirigiam para trabalhar no hospital da cidade queniana de Mandera e seguiam acompanhados por escoltas armadas.

O veículo em que seguiam foi intercetado e, após uma troca de tiros que provocou a morte de um dos militares que os escoltavam, os dois médicos foram raptados por várias pessoas que o Governo queniano acredita pertencerem ao Al-Shabab, um grupo somali associado à Al-Qaida desde 2012 e que tem realizado várias incursões no Quénia.

O sucedido motivou vários contactos entre altos responsáveis de Cuba, Quénia e Somália, tendo os Presidentes das três nações dialogado por várias ocasiões, não tendo revelado que ações foram tomadas para resgatar os médicos.

No final de dezembro, o Presidente cubano, Miguel Dias-Canel, falou com os seus homólogos queniano, Uhuru Kenyatta, e somali, Abdullahi Mohamed, para se informar sobre os preparativos do "regresso em segurança" dos médicos.

Em janeiro, quando se cumpriam nove meses do sequestro, o porta-voz do Governo queniano, Cyrus Oguna, afirmou saber "com certeza" que estes estavam bem e que "o plano para garantir o seu resgate continua".

O Al-Shabab, que se opõe ao Governo federal da Somália, pretende a imposição da lei islâmica 'sharia', tendo feito vários ataques no país e na região, sendo Quénia um deles.

Em 14 de outubro de 2017, o grupo explodiu um camião na capital somali e provocou a morte a mais de 500 pessoas.

O grupo extremista reclamou ainda ter planeado um ataque a um complexo de luxo na capital do Quénia, Nairobi, que matou 21 pessoas em janeiro de 2019.

Em março do mesmo ano, pelo menos 32 pessoas morreram durante um ataque com um camião-bomba em Mogadíscio.

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