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Retomados serviços públicos interrompidos por militares na sexta-feira

Os serviços públicos na Guiné-Bissau, interrompidos pela ação dos militares desde sexta-feira, foram retomados hoje, embora com pouca afluência dos utentes em várias repartições visitadas pela Lusa em Bissau.

Retomados serviços públicos interrompidos por militares na sexta-feira

Amara Municipal, Instituto Nacional da Segurança Social, os serviços de viação e transportes terrestres, a capitania dos Portos, os serviços de Migração, Estrangeiros e Fronteiras, estavam todos com as portas abertas, embora com a presença de poucos funcionários e utentes.

A rádio e a televisão publicas já não têm militares à porta e os funcionários receberam ordens para retomar os serviços.

Fonte da Televisão da Guiné-Bissau disse à Lusa que a emissão foi retomada "apenas com música, porque muitos funcionários não compareceram ao serviço", estando em risco a produção de notícias.

No palácio do Governo, os gabinetes estão abertos, estão presentes alguns funcionários e ainda é visível a presença de soldados no portão principal.

Nos ministérios das Pescas, Justiça, Função Pública e Saúde, que se localizam no centro de Bissau, os serviços foram retomados, ainda que com pouca afluência de utentes.

O Governo nomeado pelo autoproclamado Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, liderado por Nuno Nabian avisou aos funcionários públicos de que devem retomar os serviços hoje.

O Governo eleito, mas destituído por Sissoco Embaló, liderado por Aristides Gomes, pediu aos mesmos funcionários para que ficassem em casa, por alegada "falta de segurança" nos serviços, que diz ainda estarem ocupados por militares armados.

Desde a semana passada que a Guiné-Bissau vive um novo momento de tensão política com a decisão de Umaro Sissoco Embaló em assumir a presidência do país, numa altura em que se aguarda por um pronunciamento do Supremo Tribunal de Justiça sobre um contencioso eleitoral.

A Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) voltou a ameaçar impor sanções a quem atente contra a ordem constitucional estabelecida na Guiné-Bissau e acusou os militares de se imiscuírem nos assuntos políticos.

Apesar de ter primeiro reconhecido Umaro Sissoco Embaló como vencedor das presidenciais, a CEDEAO condena agora todas as ações tomadas "contrárias aos valores e princípios democráticos" e que atentam contra a ordem constitucional estabelecida e "expõem os seus autores a sanções".

A CEDEAO reiterou a "necessidade absoluta" de se esperar pelo fim do processo eleitoral e que vai ajudar a que sejam tomadas iniciativas para que seja posto um fim ao impasse pós-eleitoral.

O presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá, que tinha tomado posse na sexta-feira como Presidente interino, com base no artigo da Constituição que prevê que a segunda figura do Estado tome posse em caso de vacatura na chefia do Estado, renunciou no domingo ao cargo por razões de segurança, referindo que recebeu ameaças de morte.

Umaro Sissoco Embaló afirmou que não há nenhum golpe de Estado em curso no país e que não foi imposta nenhuma restrição aos direitos e liberdades dos cidadãos.

As Nações Unidas, a União Europeia e a Comunidades dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) apelaram ao diálogo e à resolução da crise política com base no cumprimento das leis e da Constituição do país.

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