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Justiça brasileira aceita denúncia contra executivos do grupo Petrópolis

A justiça brasileira aceitou a denúncia apresentada no âmbito da operação Lava Jato contra o empresário Walter Faria e outras 22 pessoas ligadas ao grupo Petrópolis, por 642 atos de branqueamento de capitais, anunciaram hoje fontes oficiais.

Justiça brasileira aceita denúncia contra executivos do grupo Petrópolis
Notícias ao Minuto

22:21 - 28/02/20 por Lusa

Mundo Brasil

Segundo as autoridades brasileiras, o alegado esquema criminoso envolvendo o grupo Petrópolis movimentou o equivalente a 1,1 mil milhões de reais (220 milhões de euros), montante que terá sido branqueado a favor da construtora Odebrecht, entre 2006 e 2014.

A denúncia, efetuada em 13 de dezembro passado, e aceite na quarta-feira, é resultado da 62.ª fase da Operação Lava Jato, desencadeada em 31 de julho de 2019, que apurou o envolvimento de executivos do grupo Petrópolis no branqueamento de capitais desviados de contratos públicos, especialmente da estatal petrolífera Petrobras, pela Odebrecht, e envolvendo ainda o Antígua Overseas Bank.

"Conforme apontam as provas colhidas na investigação, Faria, proprietário do grupo Petrópolis, atuou em larga escala no branqueamento de ativos e desempenhou substancial papel como grande operador do pagamento de subornos, principalmente relacionados com desvios de recursos públicos da Petrobras", afirma em comunicado o Ministério Público Federal(MPF).

O MPF acrescenta que, "em troca do recebimento de altas somas [de verbas] no exterior e de uma série de negócios jurídicos fraudulentos no Brasil, Faria atuou na geração de recursos em espécie, para distribuição a agentes corrompidos no Brasil, na entrega de suborno travestida de doação eleitoral no interesse da Odebrecht, e na transferência, no exterior, de valores ilícitos".

Segundo a Lava Jato, a construtora Odebrecht costumava utilizar, como estratégia para branqueamento de capitais, "contas estrangeiras em nome de diferentes 'offshores'".

"Essa estratégia envolveu também a utilização de complexa estrutura financeira de contas no exterior relacionadas às atividades do grupo Petrópolis. De acordo com documentação encaminhada pela Suíça, foram identificadas 38 'offshores' distintas, com contas bancárias no EFG Bank de Lugano, controladas por Faria. Mais da metade dessas contas permanecia ativa até setembro de 2018", indica o Ministério Público.

Os envolvidos no caso têm agora um prazo de 10 dias para apresentar defesa no processo.

Lançada em 2014, a operação Lava Jato trouxe a público um gigantesco esquema de corrupção de empresas públicas, implicando dezenas de altos responsáveis políticos e económicos, e levando à prisão de muitos deles, como o antigo Presidente brasileiro Lula da Silva.

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