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Turquia pede que seja criada zona de exclusão aérea para impedir ataques

A Turquia exortou hoje a comunidade internacional a estabelecer uma zona de exclusão aérea no noroeste da Síria para impedir que aviões do regime sírio e do seu aliado russo realizem ataques.

Turquia pede que seja criada zona de exclusão aérea para impedir ataques
Notícias ao Minuto

08:38 - 28/02/20 por Lusa

Mundo Turquia

"A comunidade internacional deve tomar medidas para proteger civis e estabelecer uma zona de exclusão aérea" na região de Idlib, onde mais de 30 soldados turcos foram mortos na quinta-feira em ataques a bomba atribuídos ao regime sírio, afirmou o diretor de comunicação da presidência turca, Fahrettin Altun.

Segundo Ancara, 33 soldados turcos foram mortos quinta-feira na província de Idlib pela aviação do regime de Bashar al-Assad.

Apoiado pela força aérea de Moscovo, o regime sírio vem empreendendo uma grande ofensiva desde dezembro para retomar Idlib, a última fortaleza rebelde e 'jihadista' na Síria, realizando bombardeios que mataram várias centenas de civis.

"Milhões de civis foram bombardeados durante meses. Infraestruturas como escolas e hospitais são sistematicamente alvos do regime", afirmou Altun em comunicado.

"Os padrinhos [do regime], Rússia e Irão, perderão toda sua credibilidade se não cumprirem o seu compromisso de reduzir a violência e as hostilidades em Idlib", acrescentou.

O conflito na Síria matou mais de 380.000 pessoas e deslocou milhões de pessoas desde 2011.

O Conselho do Atlântico Norte, o mais alto órgão de tomada de decisão da NATO, vai reunir-se hoje de urgência a pedido da Turquia, devido à situação na Síria, anunciou o secretário-geral daquela organização, Jens Stoltenberg.

A Turquia invocou o Artigo 4 do Tratado de Washington, segundo o qual qualquer aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês) pode solicitar consultas quando acreditar que a sua integridade territorial, independência política ou segurança estão ameaçadas.

A Turquia elevou hoje para 33 o número de mortos num ataque aéreo realizado na quinta-feira pelo Governo sírio no noroeste do país, um recorde de vítimas fatais para a Turquia num só dia desde 2016.

As mortes representam uma grave escalada no conflito direto entre a Turquia e as forças sírias apoiadas pela Rússia e que está ser travado desde o início de fevereiro.

No total, desde o início de fevereiro, 54 soldados turcos foram mortos na província de Idlib.

Na quinta-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu um cessar fogo imediato na Síria e avisou que "se não se agir rapidamente, o risco de uma escalada ainda maior aumenta de hora a hora".

Pouco antes, os Estados Unidos pediram ao regime sírio, à Rússia e às forças apoiadas pelo Irão que ponham termo à "ofensiva hedionda" na província de Idlib, no noroeste da Síria, onde pelo menos 29 soldados turcos morreram na quinta-feira.

O secretário-geral da NATO tinha já condenado na quinta-feira "os ataques aéreos cegos do regime sírio e do seu aliado russo" na província de Idlib, apelando aos dirigentes de Moscovo e Damasco para que "cessem a ofensiva".

Na noite de quinta-feira, os militares turcos iniciaram uma série de bombardeamentos, por ar e terra, a todas as posições sírias conhecidas na região de Idlib, depois das mortes dos soldados em ataques aéreos sírio-russos.

Segundo a imprensa turca, o exército estava a ajudar milícias sírias na reconquista da cidade de Saraqeb, situada na autoestrada entre Damasco e Alepo. Saraqeb foi conquistada há três semanas pelas forças sírias.

Há semanas que Ancara insiste com Moscovo para que trave o avanço do regime de Bashar al-Assad, mas sem êxito.

Uma delegação russa está em Ancara desde quarta-feira para negociar um cessar-fogo em Idlib, mas não são conhecidos pormenores das conversações.

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