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UE envia missão eleitoral à Bolívia liderada por deputada portuguesa

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, anunciou hoje o envio de uma missão de observação eleitoral da União Europeia à Bolívia liderada pela eurodeputada portuguesa Isabel Santos, para acompanhar as eleições presidenciais e legislativas de maio próximo.

UE envia missão eleitoral à Bolívia liderada por deputada portuguesa
Notícias ao Minuto

15:30 - 21/02/20 por Lusa

Mundo Bolívia

Em comunicado, o Alto Representante da UE para a Política Externa aponta que, "na sequência de um convite das autoridades bolivianas, a UE vai enviar uma Missão de Observação Eleitoral ao país para observar a primeira volta das eleições presidenciais e legislativas de 03 de maio" e indica que, após consultar o Parlamento Europeu, decidiu designar a eurodeputada socialista portuguesa Isabel Santos como observadora-chefe da missão.

Esta missão também monitorizará uma eventual segunda volta de eleições presidenciais em 14 de junho.

Citado no comunicado, o chefe da diplomacia da UE sublinha que "as eleições de 2020 serão cruciais para o país reafirmar o seu compromisso com os valores democráticos, o Estado de direito e os direitos civis", sendo por isso "essencial" que o processo eleitoral seja um sucesso, "de modo a restaurar a estabilidade de que a Bolívia necessita".

Por seu lado, Isabel Santos comentou que, "após as tensões políticas do ano passado, as próximas eleições são de uma importância vital para a Bolívia" e adverte desde já que o processo eleitoral enfrenta "muitos desafios", já que as eleições são organizadas "num calendário muito apertado e com um renovado Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), uma instituição que sofreu perdas significativas a nível de infraestruturas, equipamento e pessoal em 2019".

O núcleo central da missão da UE, que consiste em 10 analistas, chegará a La Paz em 18 de março, aponta o Serviço Europeu de Ação Externa, acrescentando que mais três dezenas de observadores juntar-se-ão posteriormente e serão distribuídos pelo país.

No início do ano, o TSE da Bolívia anunciou a realização de novas eleições no país em 03 de maio para eleger um novo Presidente e vice-presidente e para renovar a Assembleia Legislativa, que terão assim lugar cerca de sete meses depois das anteriores eleições, realizadas em 20 de outubro de 2019, que foram anuladas após denúncias de fraude eleitoral.

Nas eleições de 20 de outubro, Evo Morales, o primeiro Presidente indígena da Bolívia e que estava no poder desde 2006, foi declarado vencedor para um quarto mandato consecutivo.

O escrutínio, cujos resultados foram anulados, seria marcado por denúncias de fraude por parte da oposição boliviana.

Um relatório da Organização de Estados Americanos (OEA) confirmou que houve "operações dolosas" nas eleições de outubro, ações que, segundo a entidade, alteraram "a vontade expressa nas urnas".

Evo Morales acabaria por renunciar ao cargo em 10 de novembro após três semanas de protestos contra a sua reeleição liderados pela oposição e depois de ter perdido o apoio do exército e da polícia.

O ex-Presidente boliviano, que denunciou então a proclamação da senadora Jeanine Añez como Presidente interina como um "golpe de Estado", seguiria depois para o México como exilado político.

Atualmente, Evo Morales está na Argentina, onde recebeu o estatuto de refugiado.

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