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Síria: Dois militares turcos mortos em ataque aéreo na província de Idlib

Dois militares turcos morreram hoje e outros cinco ficaram feridos num ataque aéreo na província de Idlib, no noroeste da Síria, anunciou o Ministério da Defesa da Turquia, sem atribuir responsabilidades pelo bombardeamento.

Síria: Dois militares turcos mortos em ataque aéreo na província de Idlib
Notícias ao Minuto

16:39 - 20/02/20 por Lusa

Mundo Síria

Com estas duas novas vítimas mortais, sobe para 15 o número de soldados turcos mortos na província de Idlib.

"Dois dos nossos irmãos de armas caíram como mártires e cinco ficaram feridos num ataque aéreo na região de Idlib", informou o ministério turco na rede social Twitter, acrescentando que as forças de Ancara responderam militarmente à ação.

Na declaração divulgada via Twitter, as autoridades turcas não forneceram pormenores sobre a resposta de Ancara, nem especificaram em que zona da província de Idlib ocorreu o ataque.

Ancara avançou apenas que cerca de 50 soldados das forças governamentais sírias morreram e que cinco tanques, dois veículos blindados e outros equipamentos foram destruídos.

Esta situação ocorre num momento de alta tensão nesta região síria entre as forças turcas e o exército do regime liderado pelo Presidente sírio, Bashar al-Assad, apoiado pela Rússia (aliado tradicional de Damasco).

Do lado de Moscovo, fontes militares informaram hoje que insurgentes em Idlib lançaram uma ofensiva de grande escala contra as posições do exército sírio perto de Nairab, com a proteção da artilharia turca.

As mesmas fontes indicaram que pelo menos quatro soldados sírios ficaram feridos na ação militar.

"As ações dos insurgentes foram apoiadas pelo fogo de artilharia turca, o que permitiu que os insurgentes rompessem a defesa do exército sírio ", indicou Moscovo, num comunicado.

A Rússia acrescentou que, a pedido das forças governamentais sírias, os aviões bombardeiros russos Su-24 atingiram posições rebeldes para prevenir futuros avanços no terreno e permitir a Damasco "repelir com sucesso todos os ataques".

Não é claro, até ao momento, se foram os ataques aéreos russos que mataram os dois soldados turcos.

A região de Idlib, considerada como o último grande reduto da resistência contra Bashar al-Assad, é controlada em parte pelo Organismo de Libertação do Levante, uma aliança que integra o grupo 'jihadista' Hayat Tahrir al-Sham (HTS, grupo controlado pelo ex-braço sírio da Al-Qaida), e grupos rebeldes, alguns dos quais apoiados pela Turquia.

O regime de Bashar al-Assad lançou em dezembro passado, com o apoio de Moscovo, uma ofensiva contra este último grande bastião insurgente.

Os confrontos no noroeste da Síria já provocaram a fuga de 900 mil pessoas, a grande maioria mulheres e crianças, desde o início da ofensiva em dezembro, denunciou esta semana a ONU.

O Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) frisou recentemente que os sírios que estão no noroeste "estão a enfrentar uma das piores crises desde o início da guerra na Síria".

Desencadeado em março de 2011 pela violenta repressão do regime de Bashar al-Assad de manifestações pacíficas, o conflito na Síria ganhou ao longo dos anos uma enorme complexidade, com o envolvimento de países estrangeiros e de grupos 'jihadistas', e várias frentes de combate.

Num território fragmentado, o conflito civil na Síria provocou, desde 2011, mais de 380 mil mortos, incluindo mais de 100 mil civis, e milhões de deslocados e refugiados.

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