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Guiné-Bissau: Simões Pereira diz que nenhuma força vai impor Presidente

O candidato declarado derrotado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, defendeu hoje que não existe nenhuma força que irá impor um Presidente da República ao país.

Guiné-Bissau: Simões Pereira diz que nenhuma força vai impor Presidente

Numa mensagem em vídeo publicada nas redes sociais, Domingos Simões Pereira pediu calma aos seus apoiantes e ao povo guineense em geral, dizendo-lhes para se manterem serenos.

"Que se mantenham serenos, que continuemos calmos, porque ninguém há de vir de qualquer parte do mundo para nos impor um Presidente da República que não foi o escolhido pelo povo, que não corresponde ao que realmente está nas urnas", afirma Simões Pereira.

Na terça-feira, em conferência de imprensa, a equipa de advogados de Umaro Sissoco Embaló, dado pela CNE como o vencedor das presidenciais de 29 de dezembro passado, instou a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) a dar posse a Embaló.

Para os advogados de Umaro Sissoco Embaló, a CEDEAO, "se quiser ser consequente com as decisões que tem tomado" no processo político guineense, "só deve ordenar que o Presidente eleito seja investido no cargo, sem delongas".

Os causídicos apontam o dia 27 para a tomada de posse, como também defende Umaro Embaló, e consideram que o contencioso eleitoral suscitado por Domingos Simões Pereira no Supremo Tribunal de Justiça é "extemporâneo e ilegal" e que não terá qualquer efeito jurídico.

Domingos Simões Pereira afasta qualquer possibilidade de a CEDEAO dar posse "a quem não for eleito pelo povo guineense".

"Nenhuma força, nem outra entidade o vai fazer", observa Simões Pereira.

O também líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no Governo) afirma-se triste ao constatar mensagens de divisão, de ódio, a serem espalhadas entre os guineenses, lamentando que, mês e meio após as eleições, ainda se mantenha a dúvida sobre "o verdadeiro vencedor" do sufrágio.

"De facto, a verdade está nas urnas. Ao abrirmos as urnas saberemos quem foi o escolhido pelo povo guineense. Abrir as urnas pode levar-nos 48 horas para contar e sabermos quem é o Presidente escolhido pelo povo", nota Simões Pereira.

O Supremo Tribunal, que na Guiné-Bissau também tem as competências de tribunal eleitoral, mantém um braço de ferro com a CNE a quem exige que faça o apuramento nacional dos resultados eleitorais, conforme a lei.

A CNE, que já publicou os resultados eleitorais, dando vitória a Embaló, com 53,55% de votos, e atribuindo a Simões Pereira 46,45%, refere ter esgotado a sua intervenção no processo eleitoral.

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