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Rivais retomam conversações para salvar cessar-fogo sob mediação da ONU

As fações militares rivais envolvidas no conflito na Líbia retomaram hoje em Genebra, na Suíça, conversações indiretas, sob mediação da ONU, para tentar salvar um frágil cessar-fogo, sucessivamente violado nas últimas semanas, divulgou a organização internacional.

Rivais retomam conversações para salvar cessar-fogo sob mediação da ONU
Notícias ao Minuto

19:38 - 18/02/20 por Lusa

Mundo Líbia

"Esperamos conseguir, nesta segunda ronda, chegar a algum tipo de consenso sobre como poderá ser um cessar-fogo duradouro na Líbia", afirmou Ghassan Salame, chefe da missão de apoio da ONU na Líbia, em declarações aos jornalistas na cidade suíça.

"Quem pensa que apenas uma reunião irá resolver os problemas é ingénuo", ressalvou, no entanto, o representante, enfatizando que serão necessárias várias semanas de negociações para "chegar a uma solução".

O início desta ronda coincidiu com um ataque com mísseis que visou hoje um porto na capital líbia, Tripoli.

O ataque contra o porto al-Chaab não foi reivindicado, mas está a ser descrito como o primeiro deste género desde que as forças leais ao marechal Khalifa Haftar, o homem forte do leste líbio, avançaram em abril de 2019 contra Tripoli, a sede do Governo de Acordo Nacional líbio estabelecido em 2015 e reconhecido pela ONU.

Questionado em Genebra sobre este ataque em concreto, Ghassan Salame classificou-o como uma "grande violação" do cessar-fogo.

O atual cessar-fogo foi mediado pela Rússia e pela Turquia no passado 12 de janeiro.

Mas, as duas fações envolvidas no conflito líbio têm repetidamente violado a trégua.

Segundo relatou o chefe da missão da ONU, cinco representantes militares de cada uma das fações líbias mantiveram hoje conversações indiretas em Genebra, mais de uma semana depois do encerramento de uma primeira ronda inconclusiva.

Ghassan Salame informou que as negociações estão concentradas no fim "das frequentes violações da trégua", mas também na ajuda aos civis deslocados por causa dos combates e no regresso destas pessoas à capital líbia e arredores.

O representante saudou as conversações mantidas na semana passada no Cairo, Egito, sobre a situação económica da Líbia, avançando que novas conversações sobre os tópicos económicos estão previstas para março.

Ghassan Salame referiu também que os dois lados envolvidos no conflito líbio terão novas conversações políticas em 26 de fevereiro em Genebra.

Ainda na cidade suíça, o enviado da ONU convidou a comunidade internacional a ajudar as Nações Unidas a monitorizar o cumprimento do embargo às armas que pesa sobre a Líbia, um dia depois da União Europeia (UE) ter acordado o destacamento de uma nova missão no Mediterrâneo, com meios marítimos e aéreos, que terá como principal objetivo impedir o fornecimento de armas ao país localizado no norte do continente africano.

"Qualquer um que possa ajudar a monitorizar o embargo de armas é bem-vindo", declarou Ghassan Salame.

A nova missão europeia, que substitui a operação "Sophia", cujo mandato termina em março, terá também como objetivos secundários, por exemplo, o combate ao crime organizado e ao tráfico de seres humanos, e a formação e capacitação da guarda costeira da Líbia.

A Líbia, que possui as reservas de petróleo mais importantes no continente africano, é um país imerso num caos político e securitário desde a queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011.

A situação tornou-se ainda mais crítica desde o início da ofensiva militar das forças do marechal Khalifa Haftar, com a morte de mais de 280 civis e cerca de 2.000 combatentes, segundo a ONU. Perto de 150.000 líbios foram deslocados.

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