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Venezuela acusa Washington de reduzir mobilidade com sanções à Conviasa

A Venezuela acusou os Estados Unidos de reduzirem a mobilidade nacional e internacional com a aplicação de sanções à companhia aérea estatal Conviasa.

Venezuela acusa Washington de reduzir mobilidade com sanções à Conviasa

"Estas medidas procuram sufocar o povo venezuelano, reduzem o direito à mobilidade nacional e internacional, pondo em risco a segurança aeronáutica do país", afirmou na sexta-feira o Ministério de Relações Exteriores venezuelano, numa reação à decisão de Washington.

Num comunicado, divulgado em Caracas, o Ministério "condenou energicamente" este novo ataque ao "povo venezuelano, as suas instituições democráticas e empresas estatais", através de uma medida que considerou ser "ilegal e arbitrária" do Departamento do Tesouro norte-americano contra a Conviasa.

"Essa inaceitável e grosseira agressão pretende ferir uma empresa venezuelana que fornece um serviço público ao povo venezuelano e a outros povos do mundo", acrescentou na mesma nota.

De acordo com o documento, além das operações comerciais da empresa a medida "pretende afetar as políticas humanitárias promovidas pelo Governo bolivariano da Venezuela", como o programa de repatriamento de migrantes venezuelanos em situação de vulnerabilidade e a Missão Milagre de transporte de pacientes para consultas médicas, de controlo de tratamentos e para realizar operações oftalmológicas.

O Governo norte-americano bloqueou na sexta-feira a entrada aos aviões da companhia aérea da Venezuela, numa nova medida contra o regime do Presidente Nicolás Maduro.

O gabinete de controlo de ativos estrangeiros do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos identificou 40 aviões da companhia nacional Conviasa, que faz voos internos e internacionais, como alvos de sanções por pertencerem ao Governo da Venezuela.

"A administração [de Donald Trump, Presidente dos EUA] não permitirá que Maduro e os seus representantes continuem a roubar o povo venezuelano e a abusar dos ativos do Estado para levar a cabo a suas próprias atividades corruptas e desestabilizadoras", indicou em comunicado o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

O responsável do Governo de Donald Trump argumentou que o regime de Maduro depende da Conviasa "para colocar funcionários corruptos do regime em todo o mundo para apoiar os seus esforços antidemocráticos".

O bloqueio visa "reduzir o uso indevido da companhia aérea por parte do regime de Maduro", afirmou Mnuchin, referindo que o Governo de Caracas usou voos da Conviasa para "promover a sua própria agenda política", incluindo a deslocação de funcionários para países como a Coreia do Norte, Cuba e Irão.

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