Meteorologia

  • 31 MARçO 2020
Tempo
12º
MIN 6º MÁX 14º

Edição

Aviões lançam pesticida para combater praga de gafanhotos em África

Milhões de gafanhotos que atingem parte do Quénia, na pior praga dos últimos 70 anos, estão a ser combatidos por aviões que lançam pesticidas, o único meio efetivo de controlo, segundo os especialistas.

Aviões lançam pesticida para combater praga de gafanhotos em África
Notícias ao Minuto

10:19 - 02/02/20 por Lusa

Mundo África

Trata-se de um trabalho desafiante, especialmente em partes remotas do Quénia, onde não existe rede de telemóvel e as equipas em terra não conseguem comunicar facilmente coordenadas ao pessoal de voo.

As equipas em terra estão "nos mais difíceis terrenos", disse hoje Marcus Dunn, piloto e diretor na Farmland Aviation. "Se não houver rede, então um tipo numa 'boda boda' (motorizada) tem de correr e apanhar uma rede".

Cinco aviões estão atualmente a dispersar spray no Quénia e outras autoridades estão a tentar impedir os gafanhotos de se espalharem aos vizinhos Uganda e Sudão do Sul.

As Nações Unidas afirmaram que são necessários imediatamente 76 milhões de dólares para desenvolver tais esforços no leste de África.

Uma resposta rápida é crucial. Especialistas avisaram que sem controlo, o número de gafanhotos pode crescer 500 vezes até junho, quando o tempo mais seco poderá ajudar a controlar o surto.

Gafanhotos com o tamanho de um dedo atingiram o Quénia a partir da Somália e da Etiópia, depois de intensas chuvas, pouco habituais, nos últimos meses, dizimando as colheitas em algumas áreas e ameaçando milhões de pessoas vulneráveis com uma crise de fome.

O ministro da Agricultura da Somália considerou hoje a praga emergência nacional e uma grande ameaça à frágil segurança alimentar do país, referindo que os enxames de gafanhotos "anormalmente grandes" estão a consumir grandes quantidades de colheitas.

Em enxames do tamanho de grandes cidades, os gafanhotos afetaram também partes do Sudão, Djibuti e Eritreia, cujo ministro da Agricultura disse que tanto os militares como a população em geral foram chamados a combater os animais.

O ministro da Agricultura do Quénia admitiu que as autoridades não estavam preparadas para a dimensão da infestação este ano. Fontes das Nações Unidas afirmaram não ser surpreendente, uma vez que passaram décadas desde a ocorrência de uma praga comparável.

Os gafanhotos estão também a dirigir-se para o celeiro da Etiópia, o segundo país mais populoso de África, na pior praga deste país em 25 anos.

Na quinta-feira, os primeiros habitantes da capital, Adis Abeba, começaram a reportar sinais de insetos.

"Fiquei surpreendido por encontrar gafanhotos dentro da minha sala de estar", disse um residente, Mathewos Girma, mostrando uma fotografia no telemóvel: "Parece que está a bater à porta de todos nós".

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo quarto ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório