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Ex-executivo de estaleiro de Singapura acusado por corrupção no Brasil

Procuradores brasileiros denunciaram hoje um ex-executivo da Jurong e um operador financeiro acusados de praticar crimes de corrupção e branqueamento de capitais em contratos com a Petrobras, que superaram 100 milhões de reais (21 milhões de euros).

Ex-executivo de estaleiro de Singapura acusado por corrupção no Brasil

O ex-presidente da Jurong no Brasil, Martin Cheah Kok Choon, e o operador financeiro Guilherme Esteves de Jesus foram acusados de praticar os crimes em sete contratos de fretamento de sondas firmados em 2012 pela multinacional de Singapura Jurong com estatal petrolífera brasileira.

Segundo os procuradores, o grupo Jurong terá efetuado o pagamento de suborno ao diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque, por meio de transferências feitas através de intermediários a partir de contas secretas mantidas na Suíça e Liechtenstein.

"Em aprofundamento das investigações, constatou-se que os pagamentos ilícitos realizados por Guilherme Esteves de Jesus contaram com o conhecimento e autorização do então presidente da Jurong no Brasil", lê-se num comunicado do Ministério Público Federal (MPF).

No caso concreto, uma série de diligências realizadas pelo MPF no decurso das investigações, entre eles pedidos de cooperação internacional endereçados para autoridades da Suíça e Liechtenstein, terão permitido o rastreio dos valores ilícitos alegadamente desviados do Brasil.

"Em busca do repatriamento e recuperação dos valores desviados, a força-tarefa [equipa] Lava Jato já formulou pedidos de cooperação para Suíça e Liechtenstein que permitiram o bloqueio do montante equivalente a 47 milhões de reais [9,9 milhões de euros]. Os valores estavam depositados em contas mantidas pelos denunciados nos dois países, em nome de empresas 'offshore'", afirmou a procuradora Laura Tessler.

Já o procurador Júlio Noronha frisou que "uma das principais frentes de atuação" da equipa de investigação "é a apuração da atuação ilegal de empresas internacionais que participaram de esquemas de corrupção na Petrobras".

"Essa atuação permite, além de punir criminosos, recuperar os valores desviados junto a multinacionais", salientou.

Além de apresentar a denúncia criminal, os investigadores da Lava Jato pediram que Martin Cheah Kok Choon pague 10,3 milhões de dólares (9,2 milhões de euros) para cobrir danos causados à Petrobras.

A denúncia prevê ainda o bloqueio de bens do ex-presidente do estaleiro de Singapura no valor de 9 milhões de dólares (8,1 milhões de euros) para sanar prejuízos causados pelas operações de branqueamento de capitais.

Em relação ao operador Guilherme Esteves de Jesus foi solicitado bloqueio de bens no valor de 24,5 milhões de dólares (22,1 milhões de euros), referente aos alegados atos de corrupção por si praticados.

A operação Lava Jato, iniciada em 2014, desvendou um vasto esquema de corrupção envolvendo a petrolífera Petrobras e outros órgãos públicos brasileiros, que levou à prisão de empresários, ex-funcionários públicos e políticos.

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