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Vírus: Número de infetados duplicou a cada 7,4 dias na primeira fase

O número de infetados com o novo coronavírus descoberto na China, na primeira fase da doença, duplicou a cada 7,4 dias, segundo um estudo hoje divulgado.

Vírus: Número de infetados duplicou a cada 7,4 dias na primeira fase
Notícias ao Minuto

19:03 - 31/01/20 por Lusa

Mundo Estudo

O estudo, sobre a dinâmica das primeiras transmissões em Wuhan, foco do novo coronavirus, foi publicado na revista cientifica The New England Journal of Medicine e é da autoria de vários especialistas chineses, nomeadamente do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças, de Pequim, e da delegação na província onde se declarou primeiro o vírus (Hubei).

Os especialistas analisaram os primeiros 425 casos confirmados da infeção em Wuhan, concluindo também que a média de idade desses doentes foi de 59 anos e que 56% deles eram homens.

A maioria dos casos (55%) com início antes de 01 de janeiro estava ligada ao "Huanan Seafood Wholesale Market", um mercado de animais vivos, mas dos doentes que se seguiram apenas 8,6% tinha essa ligação.

Os investigadores e especialistas dizem também no estudo agora publicado que o período médio de incubação da doença foi de 5,2 dias, e que a transmissão entre seres humanos começou em meados de dezembro de 2019.

As conclusões foram baseadas em informações recolhidas até 22 de janeiro, dizem os especialistas.

A China elevou hoje para 213 mortos e quase 10 mil infetados o balanço do surto de pneumonia provocado pelo novo coronavírus (2019-nCoV) detetado no final do ano em Wuhan, uma cidade com 11 milhões de habitantes.

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais de 50 casos de infeção confirmados em 22 outros países - Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Austrália, Finlândia, Emirados Árabes Unidos, Camboja, Filipinas, Índia, Suécia e Rússia.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional (PHEIC, na sigla inglesa) por causa do surto do novo coronavírus na China.

Vários países já começaram o repatriamento dos seus cidadãos de Wuhan, que foi colocada sob quarentena, na semana passada, com saídas e entradas interditadas pelas autoridades durante um período indefinido, e diversas companhias suspenderam as ligações aéreas com a China.

A Comissão Europeia ativou na terça-feira o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, a pedido da França.

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