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"Rússia não está a respeitar os acordos" feitos para o noroeste da Síria

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou hoje Moscovo de não respeitar os acordos feitos com Ancara no noroeste da Síria, onde aviões sírios e russos aumentaram os bombardeamentos.

"Rússia não está a respeitar os acordos" feitos para o noroeste da Síria
Notícias ao Minuto

12:51 - 29/01/20 por Lusa

Mundo Erdogan

"Com a Rússia, nós concluímos acordos (...). Se a Rússia respeitar esses acordos, nós faremos o mesmo. Infelizmente, atualmente, a Rússia não está a respeitar esses acordos", disse Erdogan, citado pela agência de imprensa estatal Anadolu.

Essa rara crítica de Erdogan contra a Rússia ocorre após a captura de Maaret al-Noomane pelo regime de Bashar al-Assad, sendo esta uma cidade estratégica na última província rebelde da Síria, Idlib, após semanas de bombardeamentos.

A escalada da violência levou dezenas de milhares de sírios a deslocaram-se para a fronteira com a Turquia e Ancara teme um novo fluxo de refugiados no seu território.

"As nossas autoridades competentes discutem com os seus homólogos russos e dizem: 'parem com os bombardeamentos em Idlib. Se o fizer, melhor. Se não, a nossa paciência esgotar-se-á. A partir de agora, faremos o que for necessário'", declarou Erdogan.

Após uma grave crise diplomática em 2015, a Turquia, que apoia os grupos rebeldes, e a Rússia, que apoia Al-Assad, começaram a cooperar estreitamente na questão síria em 2016.

Erdogan e o seu homólogo russo Vladimir Putin assinaram vários acordos destinados a reduzir a violência e criar condições para um processo político, a fim de resolver um conflito que matou mais de 380.000 pessoas desde 2011.

"Não resta mais nada daquilo que se intitula Astana e Sochi", disse Erdogan.

"O que a Turquia, a Rússia e o Irão podem fazer para revitalizar esses processos? Temos de ver", acrescentou o Presidente turco.

O Irão, a Turquia e a Rússia patrocinam os chamados processos de Astana e Sochi, que permitiriam o estabelecimento das chamadas zonas de "diminuição da escalada" da violência e um comité constitucional.

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