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Noruega exporta petróleo para a Bielorrússia após corte de Moscovo

A primeira tranche de petróleo norueguês importado pela Bielorrússia chegou hoje ao país do leste europeu, depois do corte dos abastecimentos por parte da Rússia desde o início do ano, entretanto retomado, mas apenas de forma parcial.

Noruega exporta petróleo para a Bielorrússia após corte de Moscovo

O petróleo norueguês chegou hoje por via férrea à refinaria bielorrussa de Naftan, na cidade de Novopolotsk, segundo informou em comunicado o consórcio estatal Belneftekhim, citado pela agência Efe.

De acordo com a imprensa, um petroleiro norueguês com 80.000 toneladas de crude atracou na sexta-feira no porto lituano de Klaipeda, o mais importante do país báltico, e uma parte desse carregamento foi transportada em comboio até território bielorrusso.

O Presidente da Bielorrússia, Alexandr Lukashenko, acusa Moscovo de querer que Minsk pague pelo crude russo mais do que os alemães e polacos, pelo que abriu negociações para comprar petróleo a vários países da zona, para além da Noruega, Estados Unidos, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

"Tenho uma magnífica relação com eles. Dizem que abastecerão tanto petróleo como o necessário", afirmou o líder bielorrusso, no poder da ex-república soviética desde 1994.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, reunir-se-á com Lukashenko em Minsk em 01 de fevereiro, na visita mais importante de um alto funcionário da administração americana em mais de uma década, que terá lugar no âmbito do processo de normalização das relações bilaterais entre os dois países.

Alexandr Lukashenko, que recusa assinar o tratado da União Estatal com a Rússia até fechar um contrato sobre o abastecimento de gás e petróleo, aprovou também no sábado a modificação do acordo do gás com a Rússia, que acusa de estar a enganar Minsk.

"No que se refere ao gás, enganaram-nos. Não nos concederam os mesmos preços", acusou o líder bielorrusso, que acusa Moscovo de querer subir a tarifa até aos 152 dólares, para além de exigir o pagamento na moeda americana e não em rublos.

O desacordo sobre os preços dos hidrocarbonetos russos é o principal obstáculo nas negociações de integração entre Moscovo e Minsk.

Por esse motivo, o Kremlin não pôde concretizar os seus planos de selar um acordo com a Bielorrússia com vista ao 20.º aniversário do tratado da União Estatal que se celebrou em 08 de dezembro.

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