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Polémica: Ativista pelo clima ugandesa retirada de fotografia de Davos

Vanessa Nakate foi cortada de uma imagem onde figuram outras ativistas climáticas proeminentes, como Greta Thunberg. A Associated Press justificou a retirada de Nakate com a "composição" da imagem, mas entretanto já voltou a incluí-la na fotografia.

Polémica: Ativista pelo clima ugandesa retirada de fotografia de Davos

Uma fotografia de uma grupo de ativistas pelo clima está a gerir controvérsia, isto porque na imagem publicada pela Associated Press surgia um quarteto composto por Greta Thunberg, Loukina Tille, Luisa Neubauer e Isabelle Axelsson. No entanto, havia uma quinta ativista presente quando a fotografia foi tirada no Fórum Económico Mundial, que decorreu em Davos na semana passada. Mas Vanessa Nakate, de origem ugandesa, foi retirada da imagem, de acordo com o The Guardian.

Numa reação ao facto de ter sido cortada da fotografia, Nakate publicou um vídeo no Twitter no qual afirmou que compreendeu “a definição da palavra racismo” pela primeira vez na sua vida. A ativista ugandesa questionou a decisão da AP de retirá-la. “Porque me retiraram da fotografia? Eu fazia parte do grupo”, inquiriu Nakate.

No seu vídeo, que tornou-se viral, a ativista lamentou que as vozes de negros sejam apagadas dos diálogos sobre as alterações climáticas, lembrando que pessoas como ela, que vivem em África, estão mais vulneráveis ao impacto do aquecimento global.

“Não merecemos isto. África é o continente com menor emissão de carbono, mas somos os mais afetados pela crise climática. Apagarem as nossas vozes não vai mudar nada. Apagarem as nossas histórias não vai apagar nada”, realçou.

Outros ativistas reagiram nas redes sociais e criticaram a decisão da Associated Press de cortar Vanessa Nakate da fotografia. “Isto é completamente inaceitável”, frisou Greta Thunberg.

“Os ativistas de cor estão aqui, mas o retrato dos media do movimento deturpa isto muitas vezes”, escreveu no Twitter a ativista mexicana Xiye Bastida.

O diretor de fotografia da Associated Press David Ake referiu ao Buzzfeed UK que, face ao prazo apertado para a publicação, o fotógrafo decidiu cortar Nakate baseando-se “apenas na composição” da imagem. “Ele pensou que o edifício atrás distraía”, explicou Ake.

Certo é que a AP acabou por substituir entretanto a fotografia, incluindo desta feita Nakate, acrescentando que “não houve má intenção” na edição anterior.

Outras agências, como a Reuters, enganaram-se ao identificarem Vanessa Nakate e confundiram-na com a ativista zambiana Natasha Mwansa.

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