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Dois russos suspeitos de espionagem em Davos. Um disse ser "canalizador"

A polícia suíça descobriu em 2019 dois presumíveis agentes russos em Davos, onde decorre anualmente o Fórum Económico Mundial (WEF), que possuíam passaportes diplomáticos mas com um deles a referir ser canalizador, revelaram hoje os media suíços.

Dois russos suspeitos de espionagem em Davos. Um disse ser "canalizador"
Notícias ao Minuto

18:05 - 21/01/20 por Lusa

Mundo Media suíços

"<span class="news_bold">Tratou-se de um controlo policial de rotina. Os dois homens tinham passaportes diplomáticos mas não estavam oficialmente acreditados como diplomatas na Suíça", indicou à agência noticiosa AFP um porta-voz da polícia do cantão de Grisons, região onde se encontra a estação de esqui de Davos.

De acordo com os media suíços, os dois homens eram suspeitos de ter efetuado trabalhos preparatórios para uma operação durante a edição 2020 do WEF, que se iniciou hoje na presença do Presidente dos EUA, Donald Trump.

O jornal Tages Anzeiger referiu que "pelo menos um dos dois homens declarou ser um canalizador" e previam permanecer em Davos entre 8 e 28 de agosto, suscitando a curiosidade dos polícias.

Os dois suspeitos acabaram por ser libertados.

"Não recebemos qualquer informação sobre este assunto por parte das autoridades suíças. Não existe qualquer prova de espionagem", declarou Stanislas Smirnov, do gabinete de imprensa da embaixada da Rússia em Berna, sobre este caso, citado pela AFP.

"Não excluo tratar-se de pessoas com passaporte diplomático russo. Não devem é estar necessariamente acreditadas na Suíça", acrescentou.

Sobre o facto de um dos dois homens se ter declarado canalizador, o responsável russo considerou tratar-se "de uma piada estúpida".

Em Berna, o Serviço de Informações da Confederação indicou que não se pronuncia sobre "casos particulares nem atividades operacionais". O procurador-geral escusou-se a abrir um inquérito.

Pelo contrário, em outubro de 2018, a Suíça desencadeou um processo penal contra dois cidadãos russos, suspeitos de espionagem em território helvético dirigido à Agência mundial antidopagem (AMA) e do laboratório de Spiez, que trabalhava designadamente para a Organização para a proibição das armas químicas (OIAC).

Segundo os media, os russos envolvidos neste processo eram seguramente dois membros do GRU, o serviço de informações militares russo, detidos na Holanda no início de 2018 por suspeitas de furto no laboratório suíço de Spiez, então associado à investigação sobre a tentativa de envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal.

Estas dois cidadãos russos regressaram à Rússia ainda em 2018.

Por sua vez a AMA, com sede em Montreal (província canadiana do Quebeque), suspendeu em 2015 a Agência russa de antidopagem (Rusada), em resposta ao seu envolvimento no sistema de dopagem, atribuído ao Estado, que regeu o desporto russo entre 2011 e 2015.

A AMA reintegrou a Rusada em 20 de setembro de 2018, mas no final de 2019 decidiu a exclusão da Rússia de todas as competições desportivas internacionais durante quatro anos, para sancionar a "manipulação" dos dados de controlos antidopagem que lhe foram entregues.

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