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Greenpeace acusa setor financeiro de dissociação entre discurso e prática

A organização ecologista Greenpeace acusou na segunda-feira o setor financeiro de continuar a investir massivamente em energias fósseis, apesar das suas tentativas de oferecer uma imagem de compromissos com a luta contra as alterações climáticas.

Greenpeace acusa setor financeiro de dissociação entre discurso e prática

Em relatório, que publicou de forma a coincidir com o início do Fórum Económico Mundial, em Davos, que conta com a participação de dirigentes dos maiores bancos, seguradoras e fundos de pensões, a organização ecologista pretende evidenciar a contradição do setor financeiro entre palavras e factos.

"As empresas relacionadas com os combustíveis fósseis não poderiam funcionar sem o financiamento do setor privado, mas este pode funcionar de forma satisfatória sem ter de fazer negócios com elas", sublinhou a Greenpeace.

Segundo esta organização não-governamental ambientalista (ONGA), desde o Acordo de Paris contra as alterações climáticas, celebrado em dezembro de 2015, os 33 maiores bancos mundiais financiaram o setor dos combustíveis fósseis em 1,9 biliões (milhão de milhões) de dólares (1,7 biliões de euros).

Acresce que os dirigentes de 24 destas instituições, que totalizam financiamentos de 1,4 biliões de dólares, participaram no fórum de Davos de 2019 e devem repetir a presença na edição deste ano.

As considerações da Greenpeace contrapõem-se ao objetivo proclamado pelos organizadores do Fórum de Davos, que é o de conseguir ideias para "melhorar a situação do mundo", do ponto de vista económico, mas também ambiental.

O Fórum de Davos começa hoje oficialmente, com a participação de 1.700 dirigentes de empresas, cujo volume de negócios equivale a 70% do das 100 maiores empresas mundiais.

O documento da Greenpeace aborda o papel dos fundos de pensão nesta dinâmica financeira e recorda que três dos mais importantes vão estar em Davos, os mesmos que já investiram 26 mil milhões de dólares em combustíveis fósseis desde finais de 2015.

De forma mais geral, critica-se que 87% dos 100 maiores fundos de pensões não tenham divulgado os seus investimentos a uma avaliação do risco climático e que apenas 15% tenham uma política formal de exclusão de investimentos em combustíveis fósseis.

O relatório da ONGA analisou também o setor dos seguros, que gere 24 biliões de dólares, uma massa de dinheiro que significa que as suas decisões tenham uma influência notável na economia global.

A informação científica disponibilizada pelo Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) indica que limitar a subida da temperatura média global a 1,5ºC em relação à era pré-industrial exige a redução em dois terços das emissões de dióxido de carbono até 2030 e que a sua parte na produção de eletricidade caia praticamente para zero até 2050.

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