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Atmosfera e rios tóxicos, poluição sonora, eis a vida no Bangladesh

É um dos países mais poluídos do mundo, cujo desenvolvimento da economia se tem sobreposto à saúde e ao meio ambiente.

Atmosfera e rios tóxicos, poluição sonora, eis a vida no Bangladesh

Há três tipos de poluição que contribuem para a inclusão do Bangladesh no topo das listas dos países mais poluídos do mundo, como destaca o El País. O epicentro da maioria destes problemas é a capital e principal cidade do Bangladesh, Daca.

Em 2016, o rio Buriganga já tinha chegado a uma situação limite muito por culpa das fábricas de roupa que vertem produtos tóxicos para um rio que abastece 180 mil pessoas. Os peixes daquele rio começaram a surgir à superfície, mortos, e aquela massa de água passou a conter quantidades elevadas de crómio, um agente cancerígeno.

O governo tomou medidas e deslocalizou 150 fábricas de curtumes e as empresas prometeram construir estações de tratamento para impedir que os produtos tóxicos contaminassem o rio. Anos depois, o El País constata que as estações de tratamento estão construídas, mas o problema é que não estão a funcionar.

Os pontos dos rios do Bangladesh onde estão os esgotos das fábricas de roupa são facilmente identificáveis, basta ver o local onde a água dos rios muda de cor e são invadidos por espuma branca e líquidos de cores diferentes.

Mas a poluição nos rios agrava-se ainda mais com o hábito que muitas pessoas têm de despejar o lixo no rio.

A poluição atmosférica também atinge níveis perigosos, com o número de infeções respiratórias e de pele a disparar no Bangladesh. Para a IQAir, o país é o pior do mundo no que diz respeito à qualidade do ar e Daca é a segunda cidade do globo com maior concentração de partículas suspensas no ar.

Mais uma vez, o tecido empresarial é a fonte da poluição atmosférica. Daca é suplantada pelo fumo emitido pelas inúmeras chaminés das fábricas de tijolos. De acordo com a Associação de Fabricantes de Tijolos do Bangladesh, o país conta com sete mil fábricas, que empregam um milhão de pessoas e contribuem para 1% do PIB. Esta indústria é igualmente responsável por 60% da poluição atmosférica em Daca.

A poluição sonora será a menos visível no Bangladesh, mas as consequências são bastante graves. O El País mediu o nível de ruído sonoro em Daca, que superou os 80 decibéis – mais de 60 decibéis já é considerado um nível prejudicial.

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