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Guiné-Bissau: Madem G-15 pede a Simões Pereira que reconheça derrota

Vários dirigentes do Movimento para a Alternância Democrática (Madem G-15), partido que suportou a candidatura de Umaro Sissoco Embaló à presidência da Guiné-Bissau, exortaram hoje Domingos Simões Pereira para "acabar com manobras" e reconhecer a sua derrota.

Guiné-Bissau: Madem G-15 pede a Simões Pereira que reconheça derrota

"<span class="news_bold">Exortamos aqui o engenheiro Domingos Simões Pereira a fazer uma demonstração de humildade democrática e parar com as manobras. O jogo acabou. Ele que reconheça a sua derrota nas urnas", afirmou Braima Camará, sublinhando que o seu partido "está atento a quaisquer manobras" no sentido de tentar alterar a vontade popular.

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), de Domingos Simões Pereira, entregou hoje, no Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau, mais um recurso de contencioso eleitoral, relativo aos resultados da segunda volta das presidenciais, realizadas a 29 de dezembro.

"Nós metemos hoje mais um recurso com base na ata de ontem [terça-feira] e vamos ver o que o Supremo Tribunal de Justiça decide", afirmou à Lusa Carlos Pinto Pereira, do coletivo de advogados do PAIGC, que representam a candidatura às presidenciais de Domingos Simões Pereira.

Na sequência da divulgação dos resultados provisórios da segunda volta das eleições presidenciais pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), em 01 de janeiro, que deram a vitória a Umaro Sissoco Embaló, Domingos Simões Pereira interpôs um recurso no Supremo Tribunal de Justiça para pedir recontagem dos votos, alegando irregularidades eleitorais.

Já antes da intervenção de Braima Camará, o dirigente Victor Mandinga, atual deputado e antigo ministro das Finanças, tinha considerado que a recusa em aceitar os resultados por parte do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), dirigido por Domingos Simões Pereira, "tem como objetivo criar o caos no país".

"Ele tem que saber que não há margem para manobras", observou Mandinga, que falava perante dezenas de apoiantes do partido numa unidade hoteleira em Bissau.

Na opinião de Adbu Mané, antigo Procurador-Geral da República e também atual deputado, "a derrota de Domingos Simões Pereira simboliza o fim da história", parafraseando o cientista político norte-americano Francis Fukuyama.

"É também o fim do totalitarismo, fim do mito Domingos Simões Pereira", observou Abdu Mané, para quem o candidato do PAIGC foi derrotado nas urnas e "ainda insiste para ver se ganha alguma coisa na justiça".

Mandatário de Umaro Sissoco Embaló no processo eleitoral, o igualmente ex-ministro e atual deputado do Madem, Marciano Barbeiro defendeu que a "insistência de Domingos Simões Pereira" faz parte da sua estratégia política de sobrevivência.

"Quer permitir que o seu partido continue a delapidar o Tesouro Público, quer arranjar motivos para justificar aos seus financiadores de campanha, para lhes dizer que não perdeu, mas foi roubado, e por último quer tentar forçar futuras negociações para ver se consegue ser primeiro-ministro", defendeu Barbeiro, recebendo apupos dos presentes na sala.

Marciano Barbeiro garantiu aos presentes que a "vitória de Umaro Sissoco Embalo é inequívoca" e que brevemente saberão a data da investidura como Presidente da Guiné-Bissau.

A conferência de imprensa decorreu num ambiente que mais se assemelhava a um comício popular e terminou com música e danças dos apoiantes do Madem e de Umaro Sissoco Embaló.

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