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França inicia homenagem a vítimas de ataques terroristas em janeiro 2015

As cerimónias de homenagem às 17 vítimas mortais dos ataques terroristas que abalaram França em janeiro de 2015, incluindo o ataque que visou o jornal satírico Charlie Hebdo, tiveram hoje início em Paris.

França inicia homenagem a vítimas de ataques terroristas em janeiro 2015

Os ataques ocorreram entre 7 a 9 de janeiro de 2015 em vários locais e mataram, entre outras vítimas, elementos das forças de segurança francesas.

Cinco anos depois dos ataques, que iriam marcar o início de uma vaga de atentados 'jihadistas' em França, cerca de cem pessoas concentraram-se hoje por volta das 10h00 (hora de Lisboa) na rua Nicolas-Appert, junto das antigas instalações do jornal satírico francês Charlie Hebdo, segundo relataram as agências internacionais.

Em 7 de janeiro de 2015, nessa mesma hora, os irmãos 'jihadistas' Said e Chérif Kouachi mataram 11 pessoas, incluindo o diretor da publicação (Charb), nas instalações do Charlie Hebdo.

Numa cerimónia marcada por uma grande sobriedade, a pedido das famílias, os nomes das vítimas foram lidos diante dos respetivos familiares e dos representantes do Governo francês presentes no local.

A par dos ministros do Interior e da Justiça franceses, Christophe Castaner e Nicole Belloubet, respetivamente, a presidente da câmara de Paris, Anne Hidalgo, também esteve presente na cerimónia, durante a qual foi entoado o hino nacional, depositada uma coroa de flores junto às instalações do jornal e assinalado um minuto de silêncio.

Na sua edição dedicada a esta efeméride, publicada hoje, o Charlie Hebdo denuncia na capa "os novos gurus do pensamento formatado".

"Novas censuras...Novas ditaduras" é o título da manchete do jornal satírico.

Duas outras homenagens foram programadas na avenida Richard-Lenoir, onde o polícia Ahmed Merabet foi morto pelos atacantes (irmãos Kouachi) em fuga da redação do jornal Charlie Hebdo, e na zona da Porte de Vincennes, em frente ao supermercado Hyper Cacher, onde Amédy Coulibaly matou quatro homens, todos judeus, durante uma tomada de reféns em 09 de janeiro de 2015.

Uma homenagem à polícia municipal Clarissa Jean-Philippe, morta em Montrouge em 08 de janeiro de 2015 por Amédy Coulibaly, está agendada para quarta-feira.

Outra cerimónia de homenagem às vítimas do Hyper Cacher, organizada pelo Conselho representativo das instituições judaicas de França (Crif), está marcada para quinta-feira.

Ausente das cerimónias, o Presidente francês, Emmanuel Macron, expressou a sua emoção e a sua solidariedade para com os familiares e amigos das vítimas através de uma mensagem publicada na rede social Twitter.

Na mensagem, o chefe de Estado francês referiu "o horror terrorista e do crime antissemita" que atingiu a República francesa, frisando que o país e os franceses "nunca irão esquecer".

Catorze pessoas suspeitas de terem fornecido apoio logístico aos irmãos Kouachi e a Amédy Coulibaly serão julgadas em Paris de 4 de maio a 10 de julho deste ano por um tribunal especial.

Os atentados perpetrados em janeiro de 2015 foram os primeiros de uma longa série de ataques, incentivados e reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico, que mataram mais de 250 pessoas em França.

A última vítima conhecida morreu na passada sexta-feira na sequência de um esfaqueamento em Villejuif, a sul de Paris.

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