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Irlanda do Norte retoma negociações para acordo de governação

Depois de quase três anos sem governo autónomo, unionistas e republicanos da Irlanda do Norte retomaram hoje negociações para tentar chegar a um acordo de partilha do poder.

Irlanda do Norte retoma negociações para acordo de governação

Os dois partidos têm até 13 de janeiro para aproximar posições, data em que, na falta de acordo, o executivo britânico deverá convocar eleições regionais.

O governo da província britânica é partilhado entre os unionistas do Partido Unionista Democrático (DUP) e os republicanos do Sinn Fein, no âmbito do Acordo de Sexta-Feira Santa que em 1998 pôs fim a 30 anos de conflito.

A anterior coligação governamental demitiu-se em janeiro de 2017 na sequência de um escândalo político-financeiro e desde então as negociações realizadas não permitiram alcançar um acordo.

Mas as legislativas de quinta-feira passada no Reino Unido alteraram o contexto nacional e a relação de forças na província.

Com a maioria absoluta alcançada pelos Conservadores, que prometeram sair da União Europeia a 31 de janeiro, a necessidade de ultrapassar o impasse norte-irlandês ganha importância, uma vez que o parlamento regional tem uma palavra-chave nas controversas disposições aduaneiras previstas para evitar uma fronteira física com a República da Irlanda.

Até agora, as negociações norte-irlandesas eram dificultadas pela aliança do DUP com os Conservadores no parlamento britânico, mas depois da maioria absoluta obtida na quinta-feira, os Tories já não precisam de alianças para concretizar o 'Brexit'.

Para a líder do Sinn Fein, Mary Lou McDonald, trata-se de uma "evolução significativa", porque o DUP estava 'embrenhado' "no melodrama e nas disfunções em torno do 'Brexit'" e "voltar novamente a sua atenção" para a província.

Para Arlene Foster, líder do DUP, um acordo deve refletir o facto de haver "populações divididas na Irlanda do Norte e que todas essas populações devem ter o seu lugar".

As legislativas britânicas traduziram-se na Irlanda do Norte num resultado inédito.

Pela primeira vez, os republicanos elegeram mais deputados ao parlamento de Westminster (nove, sete dos quais do Sinn Fein e dois do Partido Social-Democrata e Trabalhista SDLP) do que os unionistas do DUP (oito).

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