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Greves em França entram no seu nono dia e podem continuar até ao Natal

As mobilizações em França contra a reforma dos sistema de pensões, que paralisam vários setores mas sobretudo os transportes públicos, entraram no seu nono dia hoje e podem continuar até ao Natal, apesar das tentativas de diálogo do Governo.

Greves em França entram no seu nono dia e podem continuar até ao Natal
Notícias ao Minuto

09:20 - 13/12/19 por Lusa

Mundo França

Os sindicatos de professores, que também estão mobilizados por medo de perder grande parte da sua reforma, serão recebidos hoje pelo ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer.

Por outro lado, a greve nos transportes não conhece trégua. A CGT-Cheminots, um dos principais sindicatos das ferrovias, anunciou que a greve continuará "a menos que o Governo volte à razão", retirando o seu projeto.

Nas estradas e no transporte público, o tráfego permaneceu muito congestionado, principalmente na região de Paris, onde nove linhas de metro permanecem fechadas e pouco mais de 50% dos autocarros estão parados.

Dependendo das linhas, um entre dois ou três dos comboios regionais (servindo os subúrbios) está a operar, um quarto dos comboios de alta velocidade (TGV) e a mesma proporção de comboios suburbanos parisienses.

Longe de apaziguar a contestação, os detalhes do projeto divulgados na quarta-feira pelo primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, despertaram oposição de todos os sindicatos, incluindo aqueles que anteriormente apoiavam as mudanças nas reformas e pensões.

Diante deste cenário e, para impedir que o movimento se ampliasse ainda mais, Philippe convidou as organizações sindicais e de empregadores para um "ciclo de reuniões".

O primeiro-ministro espera que estas conversações comecem "o mais rápido possível na próxima semana", anunciou o seu gabinete na noite de quinta-feira à agência de notícias AFP.

O primeiro-ministro, no entanto, reiterou a determinação do Governo em introduzir um "sistema universal de reformas" por pontos para substituir os atuais 42 regimes, mas com algumas concessões aos sindicatos.

O calendário foi estendido: o novo sistema vai aplicar-se apenas aos franceses nascidos em 1975 e posteriormente, garantiu Edouard Philippe.

O desaparecimento dos regimes especiais foi confirmado, mas para os motoristas da companhia ferroviária SNCF e da autoridade de transportes de Paris RATP, a reforma será aplicada a partir da geração de 1985.

Também foram anunciadas medidas para os mais precários, em particular a introdução de uma pensão mínima garantida de 1.000 euros.

Entretanto, o chefe do governo alertou que "a única solução é trabalhar um pouco mais (...), como é o caso em toda a Europa".

Se a idade legal para a reforma permanecer fixada em 62, o projeto prevê uma "idade de equilíbrio" gradualmente aumentada para 64 e "um sistema por bónus" para incentivar as pessoas a trabalhar por mais tempo.

Estas medidas são consideradas inaceitáveis para sindicatos, que prometeram ampliar o movimento de greve.

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