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Sánchez reúne-se na próxima segunda-feira com líderes do PP e Cidadãos

O chefe do Governo espanhol em exercício, o socialista Pedro Sánchez, reúne-se na segunda-feira com Pablo Casado, líder do PP (Partido Popular, direita), o segundo maior partido, e com Inês Arrimadas, do Cidadãos (direita liberal).

Sánchez reúne-se na próxima segunda-feira com líderes do PP e Cidadãos
Notícias ao Minuto

14:58 - 12/12/19 por Lusa

Mundo Espanha

O também secretário-geral do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) pretende falar sobre os seus esforços para formar um novo Governo numa ronda de conversações que também incluí os presidentes das comunidades autónomas do país.

O Rei de Espanha, Felipe VI, convidou na quarta-feira Pedro Sánchez para tentar formar um novo Governo, uma decisão esperada, visto que o líder socialista é o único candidato possível para suceder a si próprio.

Paralelamente às conversações de Sánchez, a líder parlamentar socialista, Adriana Alastra, vai encontrar-se com cada um dos outros partidos com assento parlamentar, de menor dimensão, sobre a mesma matéria.

O líder do terceiro maior partido, Santiago Abascal do Vox (extrema-direita), já anunciou que não se irá reunir com Sánchez enquanto os socialistas estiverem a negociar com "os inimigos de Espanha", numa alusão ao EH Bildu (separatistas bascos) e a ERC (Esquerda Republicana da Catalunha, separatistas catalães).

Com o Unidas Podemos (extrema-esquerda), a quarta maior força política, os socialistas já têm, desde meados de novembro, um pré-acordo de Governo, que aguarda agora o resultado das negociações que estão a ter para que a ERC se abstenha na votação de investidura e permita assim a formação do novo executivo.

O líder do PSOE e candidato a ser reconduzido como primeiro-ministro pediu na quarta-feira a "todos os atores políticos" espanhóis que atuem com "responsabilidade" e que estejam "à altura" no atual quadro político difícil.

Pedro Sánchez aceitou a tarefa de tentar formar um novo executivo apesar de ainda não ter assegurado os apoios parlamentares necessários, principalmente da parte da ERC, cujos 13 deputados terão, no mínimo, de se abster para permitir a investidura do líder socialista.

As negociações entre o PSOE e a ERC arrastam-se há várias semanas, sendo muito pouco provável que o novo executivo tome posse antes do fim do ano, como os socialistas gostariam.

A ERC afirma que não tem pressas e faz depender a sua abstenção a uma série de exigências, entre elas a criação de uma "mesa de conversações" entre os Governos de Espanha e o da região autónoma, onde se possa falar também da questão da autodeterminação da Catalunha.

O PSOE assegura que não permitirá qualquer compromisso que ponha em causa a Constituição ou a unidade do país.

Na consulta eleitoral de 10 de novembro último, para o Congresso dos Deputados, o PSOE teve 28,0% dos votos (120 deputados), seguidos pelo PP com 20,8% (88), o Vox com 15,1% (52), o Unidas Podemos com 12,8% (35), e o Cidadãos com 6,8% (10), ERC com 3,6% (13), com os restantes votos divididos por outros partidos regionais.

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