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Oposição venezuelana entregou provas de alegada execução de Óscar Pérez

A oposição venezuelana entregou hoje no Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, "mais de 400 fotos e provas" que consideram comprovar que o ex-polícia rebelde e piloto de helicóptero Óscaz Pérez e seis companheiros foram executados extrajudicialmente.

Oposição venezuelana entregou provas de alegada execução de Óscar Pérez
Notícias ao Minuto

20:32 - 09/12/19 por Lusa

Mundo Óscar Pérez

As novas provas do "massacre de El Junquito" foram entregues pelos deputados Wilmer Azuaje e Franco Casella, para, segundo a oposição, reforçar as denúncias contra o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por violação dos Direitos Humanos e crimes contra a humanidade.

"Esses crimes não prescrevem. Continuaremos a lutar para fazer justiça aos nossos mártires. O sacrifício deles não será em vão", escreveu o líder opositor e presidente do parlamento, Juan Guaidó.

Por outro lado, Wilmer Azuaje disse aos jornalistas, na Holanda, que foram também entregues provas "de violações dos direitos dos estudantes e do atropelo a que diariamente são submetidos 30 milhões de venezuelanos, dos quais 5 milhões que por razões humanitárias tiveram que abandonar o país".

"Solicitamos TPI que faça justiça. Na Venezuela não podemos continuar à espera que continuem a matar a nossa gente. Chegou a hora de que o mundo, a comunidade internacional, se pronunciar a favor de todos os venezuelanos e se faça justiça", acrescentou.

O deputado Franco Casella, presidente da subcomissão de Direitos Humanos da Assembleia Nacional da Venezuela [parlamento, onde a oposição detém a maioria], explicou que as novas provas "dão continuidade a inquéritos" realizados por aquele organismo.

Os dois deputados explicaram que além das fotos, há vídeos e outros documentos que "demonstram de maneira clara e contundente que em El Junquito houve um massacre, que Óscar Pérez e todos os que acompanhavam foram executados por reclamar uma Venezuela livre, com 'tiros de graça', que não aceitaram o pedido que fizeram para entregar-se".

As fotos e vídeos teriam sido entregues à oposição por um funcionário do Corpo de Investigações Científicas e Criminalísticas (CICPC), que fugiu para a Colômbia.

Segundo a imprensa venezuelana, no TPI existem investigações em curso solicitadas pela Organização de Estados Americanos (OEA) e por países como a Argentina, Canadá, Colômbia, Chile, Peru e Paraguai, contra o regime do Presidente Nicolás Maduro por crimes contra a humanidade.

A 15 de janeiro de 2018, funcionários do Estado venezuelano assassinaram o ex-polícia rebelde e piloto de helicóptero, Óscar Pérez, depois de este se rebelar contra o Presidente Nicolás Maduro.

Na base da operação lançada pelas autoridades, Óscar Pérez era acusado de, em junho de 2017, ter usado um helicóptero do CICPC para alvejar a sede do Ministério do Interior e Justiça e arremessado quatro granadas contra o Supremo Tribunal de Justiça, que não causaram vítimas.

Durante a operação policial, Óscar Pérez, transmitiu vários vídeos pela Internet denunciando que o queriam assassinar e anunciando que pretendia entregar-se.

Seis pessoas que acompanhavam Óscar Pérez foram assassinadas pelas forças de segurança na mesma operação, entre eles uma mulher grávida que se encontrava no local.

Perez era também acusado de a 18 de dezembro de 2017 ter liderado um grupo de 49 homens que assaltou um comando da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar), de onde foram roubadas armas e munições e onde imobilizaram vários oficiais, em Laguneta de La Montaña, a sul de Caracas.

Em nenhum dos dois casos houve vítimas.

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