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Arábia Saudita põe fim à segregação de género em restaurantes

Homens e mulheres já se podem sentar juntos em restaurantes, cafés ou bares, anunciou o governo da Arábia Saudita. Até agora, as mulheres tinham entrada diferenciada e telas para as separar dos homens.

Arábia Saudita põe fim à segregação de género em restaurantes

A Arábia Saudita terminou com a obrigatoriedade dos restaurantes em separar as mulheres e famílias dos homens, anunciou o governo.

Recorde-se que os estabelecimentos de restauração eram obrigados por lei a ter uma entrada diferenciada para mulheres e famílias e outra para homens sozinhos.

Na prática, diz a BBC, muitos restaurantes, cafés ou bares já não impunham a segregação de género, uma evolução que foi sendo aplicada discretamente e que agora está oficializada.

As reformas inserem-se na série de medidas de liberalização tomadas pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, que tenta mudar a imagem do reino.

Desde junho de 2018 as sauditas podem conduzir no país e recentemente foram autorizadas a assistir a jogos de futebol e a aceder a trabalhos anteriormente reservados aos homens.

As mulheres podem agora obter online uma licença para criar uma empresa e a polícia abriu as fileiras a oficiais do sexo feminino.

Para os críticos, as reformas são insuficientes porque o sistema de "guardião masculino" está longe de ser abolido.

As sauditas continuam a precisar de autorização do seu tutor para estudar e para se casarem, enquanto um homem pode divorciar-se sem o consentimento da mulher.

Nos últimos meses, vários casos de fugas para o estrangeiro de jovens sauditas, declarando-se vítimas de violência por parte dos seus tutores, fizeram manchetes e está a decorrer no reino o julgamento de 11 ativistas que protestaram publicamente contra o sistema de "guardião masculino".

As ativistas, processadas por contactos com media estrangeiros, diplomatas e organizações de defesa dos direitos humanos, afirmam terem sido torturadas e assediadas sexualmente enquanto estavam detidas.

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