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Violações à liberdade de expressão continuam na Venezuela, denuncia ONG

A organização não-governamental (ONG) venezuelana Espacio Publico (EP) denunciou hoje que na Venezuela se continuam a registar situações de violações à liberdade de expressão, intimidação de jornalistas, censura e restrições administrativas às empresas.

Violações à liberdade de expressão continuam na Venezuela, denuncia ONG

"O penúltimo mês do ano terminou com 66 violações da liberdade de expressão, que correspondem a 27 casos e incluem intimidação, censura e restrições administrativas", lê-se num relatório divulgado em Caracas pela ONG, que analisa a situação dos direitos humanos no país.

Segundo a EP, as vítimas são maioritariamente jornalistas, empresas de comunicação e trabalhadores da imprensa e, do outro lado, acusa, "estão os principais responsáveis, pessoas por identificar, as forças de segurança e as instituições do Estado".

"Com os dados de novembro, totalizam 1.017 as violações registadas ao longo do ano, entre elas 10 detenções, números que mostram o aumento dos abusos contra quem busca, quem recebe e divulga informações sobre questões de interesse público", afirmou a EP.

A ONG explicou que "fazer cobertura jornalística, nas ruas da Venezuela, significa estar exposto à conflitualidade e aos níveis de violência no país".

"Ao longo de 2019, os mecanismos para silenciar a imprensa fortaleceram-se, evitando a recolha de imagens, de depoimentos e a gravação de vídeos que negam ou contradizem as versões oficiais", sublinhou.

Como exemplo, a EP refere que uma equipa de transmissão do canal de televisão Venezuelanos pela Informação (VPITV), "foi atacada à pedrada por efetivos da Polícia Nacional Bolivariana (PNB)" a 14 de novembro, "durante uma manifestação de estudantes na Universidade Central da Venezuela, em Caracas".

Por outro lado, há ainda as situações de bloqueios no acesso à Internet, como a de 16 de novembro, quando centenas de cidadãos se reuniam nas principais cidades da Venezuela para uma marcha convocada pela oposição.

O protesto que teve uma duração de quatro horas e meia, mas "o que aconteceu nas ruas não pôde ser transmitido" porque "os venezuelanos depararam-se com um bloqueio parcialmente eficaz, limitando o acesso a plataformas de redes sociais como Twitter, Facebook e Instagram".

A estatal CANTV, a principal operadora do país, "atuou bloqueando também as páginas da Internet do diário La Voz e do jornal La Región" a 27 de novembro.

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