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UE confia em solução para conflito militar entre Rússia e Ucrânia

A União Europeia disse hoje que vê esperança numa solução pacífica para o conflito armado na Ucrânia," culpando a Rússia por "violações de direito internacional".

UE confia em solução para conflito militar entre Rússia e Ucrânia

"Temos de dar as boas-vindas aos recentes desenvolvimentos positivos na Ucrânia", disse o novo alto representante para a política externa da União Europeia, o espanhol Josep Borrell, durante a abertura da cimeira da Organização para a Segurança e Cooperação Europeia (OSCE), que decorre até sexta-feira em Bratislava.

Borrell referia-se à "esperança" que os líderes da Alemanha, França, Rússia e Ucrânia depositam na reunião que os unirá na próxima segunda-feira, em Paris -- a primeira desde 2016, na qual se espera um novo impulso para uma solução de diálogo para o conflito que deflagrou em 2014.

A reunião de Paris decorrerá após vários episódios positivos, com trocas de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia e a retirada de tropas de ambos os países em várias frenes do conflito.

Este formato de reunião, conhecido como Quarteto da Normandia, tem por objetivo desbloquear a situação e aplicar uma solução que passe pela convocação de eleições na região ucraniana de Donbas, onde separatistas pró-russos enfrentam as tropas de Kiev.

Uma vez verificada a transparência e a validade das eleições pela OSCE, o parlamento ucraniano aprovará um estatuto de Governo autónomo para as duas autoproclamadas repúblicas pró-russas: Donetsk e Lugansk.

No entanto, Borrell disse que no "centro do conflito" permanece o que descreveu como "violações russas do direito internacional" através da anexação ilegal da península ucraniana da Crimeia e da "agressão no leste da Ucrânia".

Miroslav Lajcák, ministro dos Negócios Estrangeiros da Eslováquia - país que ocupa a presidência rotativa da OSCE até o final do ano - também se referiu ao progresso feito desde janeiro no diálogo sobre o conflito, quando, segundo o chefe da diplomacia eslovaca, "as coisas pareciam sombrias".

"O que fizemos, na presidência, foi colocar todo o peso político e operacional da OSCE", explicou o anfitrião da conferência.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Vadym Prystaiko, também se mostrou otimista com os mais recentes desenvolvimentos, mas insistiu em pedir a retirada de "todas as tropas ilegais" da Ucrânia e apelou para que o país recupere o controle de suas fronteiras.

Do lado russo, a preocupação parece ser com a interferência ocidental, através da NATO, cuja cimeira decorreu esta semana em Londres, terminando com um comunicado conjunto em que eram feitas referências às ameaças chinesas e russas e aos mísseis de curto e médio alcance que o Presidente Vladimir Putin tem dito estar a desenvolver.

Hoje, em Bratislava, o chefe da diplomacia russa, Sergey Lavrov, disse que o seu país sabe como responder "às ameaças da NATO" sem precisar de iniciar uma corrida ao armamento.

"Temos uma resposta para todas as ameaças que a NATO está a multiplicar, quando nomeia diretamente a Rússia e a China como alvos dessas ameaças", disse Lavrov aos jornalistas russos presentes na cimeira da OSCE em Bratislava.

Lavrov voltou a criticar a expansão da NATO junto das fronteiras da Rússia e a "escalada contínua de tensões" que é acompanhada de acusações contra Moscovo por alegadas "intenções agressivas".

O ministro russo chamou a atenção para o paradoxo de a NATO acusar Moscovo de ações agressivas, enquanto é aquela organização quem aumenta os orçamentos militares de seus países membros para níveis recordes.

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