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  • 25 NOVEMBRO 2020
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Cartazes e serviços fechados: As primeiras imagens da greve em França

A paralisação contra as novas medidas de Emmanuel Macron, sobre as pensões de reforma em França, propostas por Emmanuel Macron, está a sentir-se hoje nos transportes ferroviários e aéreos, estabelecimentos de ensino, museus e serviços públicos no greal. Greve promete parar França.

Em todo o país estão convocadas 245 manifestações para esta quinta-feira. A greve que promete parar França tem como protesto principal uma concentração marcada para as 14h00 (13h00 em Lisboa) em Paris.

As primeiras imagens monstram o que já se previa: serviços fechados, pessoas nas ruas com cartazes e transportes públicos parados. 

90% dos transportes paralisados 

De acordo com a Lusa, a Sociedade Nacional de Caminhos de Ferro (SNCF) já alertou, esta manhã, que apenas circula um em cada dez comboios de alta velocidade (TGV), verificando-se a mesma situação nas ligações ferroviárias nos arredores de Paris e nas ligações Intercidades.

A circulação dos comboios que fazem as ligações regionais está restringida a um em cada cinco e as viagens de comboio internacionais "estão muito afetadas" devido à paralisação.

As novas medidas lançadas por Macron pretendem substituir os 42 regimes de pensões que existem atualmente por um sistema por pontos.

20% dos voos de hoje com origem ou destino em França cancelados

Por este motivo, prevê-se uma adesão muito elevada à greve por parte do setor ferroviário, mas também dos transportes aéreos.

Direção Geral da Aviação Civil (DGAC) referiu-se à anulação de pelo menos 20% dos voos de hoje com origem ou destino em França.

Proposta de Macron  "vai degradar os direitos de todos"

Os sindicatos CGT, FO, FSUSolidairesUNL e UNEF convocaram a greve por considerarem que o novo regime vai atingir um grande número de pensões e "vai degradar os direitos de todos".

"Estamos em greve pela melhoria do sistema atual", disse hoje à cadeia de televisão BFMTV, Philippe Martinez, líder da CGT.

Entretanto, o secretário francês dos Transportes, Jean-Baptiste Djebbari, admitiu que "é preciso ser lúcido" e prevê que as paralisações podem prolongar-se durante vários dias. Djerbbari acrescentou que vai reunir-se hoje com os sindicatos para tentar encontrar soluções para a crise.

De acordo com uma sondagem do instituto Odoxa-Dentsu, publicada hoje pelo diário Le Figaro, sete em cada 10 franceses concordam com a greve.

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