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SPD no "bom caminho" para ganhar próximas eleições na Alemanha

O antigo líder do Partido Social Democrata Alemão, Martin Schulz, acredita que o SPD está no "bom caminho" para vencer as próximas eleições legislativas em 2021 e assume-se empenhado em ajudar a concretizar esse objetivo.

SPD no "bom caminho" para ganhar próximas eleições na Alemanha

Numa entrevista à agência Lusa, pouco antes de conhecidos os nomes dos novos líderes do SPD, o antigo presidente do Parlamento Europeu entre 2012 e 2017, desvalorizou os últimos resultados eleitorais e a atual posição do partido nas sondagens.

Segundo os mais recentes números, o SPD não vai além dos 14%, passando a ser a quarta força mais votada do país, atrás da União Democrata Cristã (CDU), os Verdes e do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD).

"Este governo está no poder há 18 meses e só terminará de exercer em 2021", salienta Schulz, revelando que o SPD, parceiro de coligação com a CDU, está no "bom caminho".

"Acho que estamos no bom caminho especialmente olhando para o conteúdo do nosso acordo de coligação, que eu próprio negociei. Continuar a governar o país, baseando-nos neste acordo muito voltado para um programa de esquerda, é o caminho certo", frisou o antigo líder do SPD que apoiou a equipa de Klara Geywitz e Olaf Scholz para dirigir os comandos do partido.

"Sou a favor de Olaf Scholz como líder do partido, tivemos divergências no passado, mas tenho de me decantar por uma das equipas e esta é muito mais convincente", referiu Martin Schulz, confessando preferir estes dois nomes pela "ética programática, pela experiência que têm acumulada, tanto no partido como nos governos."

No entanto, ao contrário das previsões da maioria dos analistas, Norbert Walter-Borjans, ex-secretário das Finanças do Estado da Renânia do Norte-Vestfália, e a deputada Saskia Esken venceram a eleição pela liderança do SPD com 53,06% dos votos, que se realizou no passado fim de semana. Esta eleição precisa ainda de ser confirmada no congresso que começa esta sexta-feira e se prolonga até domingo.

Schulz afirma-se empenhado em ajudar o partido de centro-esquerda a vencer as próximas eleições legislativas, em 2021, acreditando que as hipóteses são boas.

"Há uma grande possibilidade. Se continuarmos a governar o país de uma forma decente e ponderada, se soubermos responder aos desafios que se nos impõem, como as mudanças climáticas, emprego, segurança social, educação, e manter a paz através da integração europeia, estou certo de que o SPD vai reconquistar a confiança dos seus eleitores", acredita.

A nova equipa, escolhida para a liderança do partido, pertence à ala mais à esquerda do SPD e defende uma renegociação do acordo ou até mesmo a saída da coligação com o partido de Angela Merkel. O tema deverá ser discutido no congresso que terá lugar em Berlim.

Depois das eleições de 2017, em que o resultado do SPD foi o mais baixo desde o fim da Segunda Guerra Mundial (20,5%), Martin Schulz declarou o fim da chamada "Grande Coligação" com Angela Merkel.

O antigo líder acabou por recuar na decisão, depois do apelo ao consenso feito pelo Presidente da República, negociando o acordo.

A grande contestação que enfrentou quando anunciou que seria ministro da Defesa acabou por fazê-lo desistir do cargo e, a 13 de fevereiro de 2018, deixar a liderança do partido.

A liderança foi assumida interinamente por Olaf Scholz, atual ministro das Finanças, até à votação e nomeação de Andrea Nahles que viria também a deixar o cargo devido aos maus resultados eleitorais nas eleições europeias e regionais.

De acordo com vários analistas, o SPD vive mergulhado numa crise política muito difícil ou até mesmo impossível de ultrapassar.

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