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Inquérito para a destituição de Trump passa para Comité Judiciário

O Comité Judiciário da Câmara de Representantes dos EUA iniciou hoje uma nova fase no inquérito para a destituição de Donald Trump, acusado de pressão ilegítima sobre um líder estrangeiro, no meio de fortes divisões partidárias.

Inquérito para a destituição de Trump passa para Comité Judiciário
Notícias ao Minuto

18:24 - 04/12/19 por Lusa

Mundo EUA

Donald Trump estava "disposto a colocar em risco" a segurança dos Estados Unidos, para obter benefícios pessoais - no caso em que é acusado de ter pressionado o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para investigar o filho de um seu rival político, Joe Biden -- disse hoje Jerrold Nadler, o representante do Partido Democrata que ficará responsável pela nova fase do inquérito de destituição.

Em resposta, o representante do Partido Republicano, Doug Collins, número dois do Comité Judiciário, disse que os Democratas estão a fazer um "golpe de Estado", considerando que o inquérito no Congresso é "uma farsa" que ficará "marcada pela infâmia na história dos EUA".

O inquérito passou a fase em que esteve a cargo do Comité de Inteligência da Câmara de Representantes, onde foram ouvidas várias testemunhas sobre a alegada interferência de Donald Trump junto do Presidente turco, no que os Democratas consideram ser um abuso de poder no exercício do cargo, passível de um processo de 'impeachment'.

A partir de hoje, o inquérito fica no Comité Judiciário, onde serão ouvidos vários juristas e especialistas para aconselharem os representantes a tomar uma decisão sobre a escrita de artigos de destituição, que, se forem votados maioritariamente, serão remetidos para o Senado, onde se fará o "julgamento" para a remoção de Donald Trump do lugar de Presidente (se houver uma maioria de 2/3 dos senadores).

Hoje, alguns desses especialistas debatem se o telefonema entre Trump e Zelensky, em 25 de julho, em que o Presidente pediu ao homólogo ucraniano uma investigação ao filho de Joe Biden, constitui motivo suficiente para considerar a existência de "graves crimes e delitos", passíveis de destituição.

Jonathan Turley, professor de Direito da Universidade de Washington, testemunha arrolada pelos Republicanos, disse que o processo de 'impeachment' está cheio de brechas e é "desleixado", argumentando que muitos dos depoimentos apurados no inquérito são informações em segunda mão, questionáveis em tribunal.

A nova fase começou, assim, num clima de confrontação entre os dois partidos, depois de o líder Democrata do Comité Judiciário ter dito que "os factos diante de nós são incontestáveis", levando a bancada Republicana a protestar, dizendo que se trata de um processo de intenções contra a personalidade do Presidente.

"Simplesmente, vocês não gostam dele", concluiu o Republicano Doug Collins, acrescentando que o processo está inquinado desde o momento em que a líder da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, o anunciou, no início de outubro.

"Estamos a perder o nosso tempo", afirmou o Republicano.

Na manhã de hoje, o vice-Presidente dos EUA, Mike Pence, esteve reunido à porta fechada com um grupo de parlamentares Republicanos, procurando uma estratégia de defesa, depois de o Comité de Inteligência ter apresentado, na noite de terça-feira, um relatório que conclui a existência de uma pressão de Donald Trump sobre o Presidente ucraniano, afirmando que foram encontradas provas de "má conduta" da parte do Presidente norte-americano.

"As provas que descobrimos são realmente impressionantes! O Presidente usou o poder do seu cargo para garantir favores políticos e abusar da confiança que o povo americano deposita nele, comprometendo a nossa segurança", afirmou o presidente do Comité de Inteligência, o Democrata Adam Schiff.

Perante o relatório, Nancy Pelosi disse hoje que ainda não há uma decisão do lado Democrata sobre se vão pedir uma votação para os artigos de 'impeachment', mas admitiu que esse cenário é cada vez provável e deverá acontecer ainda antes do Natal.

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