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Devotos sacrificam milhares de animais em festival religioso no Nepal

Gadhimai é conhecido como um dos "festivais mais sangrentos do mundo".

Devotos sacrificam milhares de animais em festival religioso no Nepal

Mais de 2.000 búfalos foram postos todos juntos numa área, com o tamanho de um campo de futebol, limitada por arame farpado à espera da morte e em sofrimento, privados de água e comida. São apenas alguns dos milhares preparados para sacrificar como parte do festival Gadhimai deste ano no Nepal.

Gadhimai

Segundo a lenda, a deusa Gadhimai apareceu a um prisioneiro num sonho e disse-lhe para lhe oferecer sangue e um templo. Quando acordou, as suas algemas estavam abertas e pôde deixar a prisão e construir o templo onde sacrificava animais como forma de agradecimento.

Durante mais de dois séculos, o festival atraiu milhões de devotos hindu ao templo Gadhimai, em Bariyarpur, no início de dezembro, como parte de uma crença de que os sacrifícios animais à deusa hindu do mesmo nome acabavam com o mal e trariam prosperidade.

No entanto, durante os anos mais recentes, também se tornou uma das tradições mais polarizadas do Nepal, dividindo aqueles que a veem como uma cerimónia tradicional hindu e os que acreditam que se trata de um monumento datado de crueldade animal. Mesmo não conseguindo impedir a matança os ativistas foram ao local para tentar minimizar o sofrimento dos animais nas suas horas finais.

'Pancha Bali'

O festival começou na madrugada de terça-feira com a 'Pancha Bali' - o sacrifício de uma ratazana, uma cabra, um galo, um porco e um pombo. Pelas 9h, cerca de 200 pessoas começaram a tirar as suas 'khukuris', uma espécie de espadas nepalesas, e a degolar os búfalos. O ar encheu-se do choro dos animais, contam os repórteres. No final desse dia, entre três mil e 6.500 animais tinham sido decapitados.

Este é o relato trazido por dois jornalistas do Guardian que assistiram ao sacrifício que ocorre de cinco em cinco anos e que é conhecido como um dos "festivais mais sangrentos do mundo".

Em 2009, estima-se que tenham sido mortos 250 mil animais. Em 2014, o número registado foi de 200 mil. O evento deste ano é o primeiro desde a decisão tomada em 2015 que instruía o governo a desencorajar a chacina, mas ainda assim está previsto que sejam mortos milhares de animais nos próximos dois dias.

Os ativistas apresentaram uma queixa contra o governo e contra o templo de Gadhimai, no supremo tribunal de Katmandu, por incumprimento das decisões tomadas em 2015.

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