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Linha de denúncia de grupos armados acalma contestação na RD Congo

O clima de contestação na cidade de Beni, no leste da República Democrática do Congo (RDCongo), foi hoje suspenso, depois de o exército do país ter fornecido um número gratuito para denunciar alegados membros dos grupos armados presentes na região.

Linha de denúncia de grupos armados acalma contestação na RD Congo
Notícias ao Minuto

23:22 - 03/12/19 por Lusa

Mundo RD Congo

Beni tenta recuperar de um período em que foi alvo de vários ataques atribuídos ao grupo armado ugandês Forças Democráticas Aliadas (ADF, na sigla inglesa), e que matou mais de 100 pessoas no espaço de um mês.

A frequência destes grupos armados levou a uma onda de contestação contra o exército e contra a missão das Nações Unidas na RD Congo, a MONUSCO, que resultou também na morte de vários manifestantes.

De acordo com um relatório citado hoje pela agência France-Presse, cinco pessoas morreram na segunda-feira nestas manifestações, em que os seus participantes acusavam as forças militares presentes de "passividade".

Nesse sentido, e para evitar novos casos de linchamento de soldados congoleses, as forças armadas lançaram uma linha para a denúncia de membros suspeitos das ADF.

"A partir de hoje, se vir um visitante nos seus bairros ou avenidas e não saiba quem ele é, cedemos um número gratuito para ajudá-lo: +24382080000005", anunciou na segunda-feira o porta-voz do exército congolês, o general Léon-Richard Kasonga.

"Poucos minutos depois de ligar para este número, uma equipa de intervenção irá até si para abordar o suspeito", acrescentou o responsável.

O porta-voz referiu também que oito soldados foram severamente agredidos nos últimos três dias pela população, que julgava pertencerem às ADF.

A calma, relatada pela France-Presse, foi restaurada esta terça-feira, apesar de um novo apelo a uma greve por um grupo local.

As lojas e mercados reabriram após vários períodos de "cidade morta", e os táxis e motas voltaram às ruas.

O exército congolês alega ter matado 80 membros das ADF nos últimos dias, incluindo quatro dos seis líderes, assim como a tomada de várias bases do grupo.

A MONUSCO anunciou na segunda-feira o lançamento de "ações conjuntas" das suas forças com o exército congolês.

Na quinta-feira passada, a Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que suspendeu as operações na cidade congolesa de Biakato após dois ataques a centros de prevenção do Ébola na região.

O atual surto de Ébola, que abala a RD Congo desde agosto de 2018, já causou 2.199 mortes e infetou 3.304 pessoas, é o segundo pior desde que a doença foi conhecida, superado apenas pela epidemia que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016.

Os ataques ocorreram durante a noite num centro de alojamento em Biakato Mines e no gabinete de coordenação da resposta ao Ébola em Mangina, na província de Ituri (nordeste do país).

Pelo menos 19 civis foram mortos num ataque do grupo armado autodenominado Forças Democráticas Aliadas (ADF) perto de Beni, leste da RD Congo, realizado dois dias depois de outro ataque à missão das Nações Unidas no país.

Desde que o exército congolês começou uma operação contra os rebeldes ugandeses, no princípio do mês, as ADF mataram dezenas de pessoas em ataques sucessivos, o que motivou protestos entre os civis que não se sentem seguros e acusam a Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) de inação.

A instabilidade na região levou a que o Reino Unido emitisse, na sexta-feira, um boletim em que desaconselhou a realização de viagens ao extremo-norte e a toda a região leste da RD Congo.

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