Meteorologia

  • 10 DEZEMBRO 2019
Tempo
MIN 6º MÁX 15º

Edição

Tribunal decide contra Trump e bancos poderão entregar dados sobre contas

Se a decisão não for revertida pelo Supremo Tribunal, dois bancos terão que entregar o histórico financeiro de Donald Trump.

Tribunal decide contra Trump e bancos poderão entregar dados sobre contas

Um tribunal federal norte-americano ordenou dois bancos a entregar dados sobre as contas bancárias de Donald Trump. Isto significa que o presidente republicano irá perder o segredo sobre os seus negócios no Deutsche Bank e o Capital One se a decisão não for revertida pelo Supremo Tribunal, segundo escreve a Bloomberg.

Recorde-se que os dois bancos receberam intimações da Procuradoria-geral de Nova Iorque para revelarem dados sobre o histórico financeiro de Trump, mas o governante e a sua família instauraram ações judiciais contra as instituições bancárias para impedir que isso acontecesse.

Um painel de três juízes rejeitou, esta terça-feira, os argumentos de Donald Trump e do Departamento de Justiça norte-americano - de que os comités de Inteligência e Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes não tinham razão legítima para exigir essa informação.

Trump e a família têm recusado com veemência a entrega de dados financeiros ao Congresso, que permitiriam aos legisladores uma investigação mais aprofundada a possíveis conflitos de interesse no ramo executivo do governo e até a possíveis violações da Constituição norte-americana.

Ambos os bancos fizeram avultados empréstimos ao presidente e aos seus filhos mais velhos. O Deutsche Bank emprestou ou participou em créditos a Trump e às suas empresas num total de mais de 2,5 mil milhões de dólares (cerca de 2.180 milhões de euros) desde 1998, fazendo desta instituição o principal credor do presidente norte-americano.

Em comunicado, o banco alemão havia declarado que cumprirá todas as intimações e ordens judiciais.

Recorde-se que o 45.º presidente norte-americano, de 73 anos, está sob investigação do Congresso num inquérito para a sua destituição ('impeachment'), acusado de abuso de poder no exercício do cargo, uma investigação que o próprio qualificou como uma "caça às bruxas".

As audições públicas do inquérito arrancaram em 13 de novembro. Se as conclusões forem aprovadas por maioria simples na Câmara dos Representantes, o processo segue para o Senado, sendo necessária uma maioria de dois terços para a destituição do presidente.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo segundo ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório