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Hong Kong. Resolução dos EUA terá impacto negativo na economia

A líder de Hong Kong afirmou hoje que a resolução de apoio aos direitos humanos e à democracia no território aprovada por Washington vai ter um impacto negativo na economia da cidade.

Hong Kong. Resolução dos EUA terá impacto negativo na economia

"A assinatura da legislação vai ter um impacto no desenvolvimento económico da cidade. Isso prejudicará a confiança e criará um ambiente instável que vai afetar as empresas norte-americanas com sede em Hong Kong", disse Carrie Lam, em conferência de imprensa.

"Teremos que ver quais as avaliações que eles [Estados Unidos] fazem. Mas é claro que isso terá um impacto. Isso apenas cria incerteza e não é bom para o desenvolvimento económico", reforçou.

A chefe do Executivo local voltou a condenar aquela resolução, aprovada na semana passada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sublinhou tratar-se de uma "clara interferência nos assuntos internos de Hong Kong".

Estas afirmações chegam um dia depois de a China ter proibido navios e aeronaves militares norte-americanas de estacionar em Hong Kong, numa retaliação contra a medida aprovada por Washington, uma legislação que permite sancionar autoridades chinesas que violem os direitos humanos na região semiautónoma.

Pequim decidiu ainda punir organizações não-governamentais (ONG) como a Human Rights Watch (HRW), indicou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying, que voltou a considerar a retificação da Lei dos Direitos Humanos e Democracia em Hong Kong uma "grave violação do Direito internacional".

"Vamos apoiar o Governo central e as medidas adotadas nesse sentido", afirmou Carrie Lam, frisando que os cidadãos de Hong Kong "desfrutam de liberdade de imprensa, liberdade religiosa e liberdade de reunião".

O texto aprovado por Trump põe em causa o estatuto comercial de que beneficia atualmente a região administrativa especial chinesa e prevê sanções contra autoridades chinesas responsáveis por violações dos direitos humanos em Hong Kong, como detenções arbitrárias e extrajudiciais, tortura ou confissões forçadas.

A líder de Hong Kong anunciou ainda "medidas de alívio" para sustentar a economia da cidade, depois do anúncio, na segunda-feira, de que Hong Kong vai registar este ano o primeiro défice orçamental em 15 anos.

Lam não especificou em que consistem essas novas medidas, e apenas se comprometeu a encontrar uma maneira de parar a violência "da forma mais rápida possível" para que a economia "volte ao normal".

Hong Kong é há seis meses palco de manifestações, iniciadas em protesto contra uma proposta de alteração à lei da extradição, que permitiria extraditar criminosos para países sem acordos prévios, como é o caso da China continental.

O Governo de Hong Kong acabou por retirar a proposta, cedendo a uma das exigências dos manifestante. Mas a decisão não foi suficiente para travar os protestos antigovernamentais em prol de reformas democráticas e contra a alegada crescente interferência de Pequim no território.

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