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Impeachment a Trump: Testemunha-chave acusada de conduta sexual imprópria

As alegações surgem uma semana depois de Gordon Sondland ter testemunhado perante o Congresso norte-americano.

Impeachment a Trump: Testemunha-chave acusada de conduta sexual imprópria

Três mulheres acusaram Gordon Sondland, o embaixador dos Estados Unidos na União Europeia, de ter feito avanços sexuais indesejados anos antes de se ter tornado uma das testemunhas-chave dos procedimentos de impeachment do presidente norte-americano Donald Trump.

As mulheres partilharam a história com a organização de notícias sem fins lucrativos 'ProPublica' e com a revista do Estado norte-americano do Oregon 'Portland Monthly', que publicou os testemunhos num projeto de investigação conjunto, conta o The New York Times. 

As três mulheres são identificadas como sendo Jana Solis, Natalie Sept e Nicole Vogel. Esta última é a proprietária da revista 'Portland Monthly', mas a publicação garante que a mulher não esteve envolvida nas decisões editoriais sobre a história.

Nicole Vogel, de 51 anos, conta que, em 2003, abordou Sondland para investir numa revista sobre arte, cultura e restauração em Portland. Depois de um jantar de negócios, Sondland sugeriu mostrar-lhe um dos seus hóteis e depois de lhe pedir um abraço terá tentado beijá-la à força. Noutra circunstância, revela ainda que o embaixador lhe tocou na coxa quando se dirigiam de carro para um restaurante. Após ver as suas investidas rejeitadas, a mulher afirma que Sondland alterou drasticamente os termos do acordo para investir na sua publicação.

Por seu lado, Jane Solis, de 58 anos, conta que em 2008 foi convidada para casa de Sondland para avaliar a sua coleção de arte quando o empresário hoteleiro apareceu sem roupa e a beijou à força, tentando pôr-se em cima dela.

Natalie Sept, a mais nova das mulheres com apenas 35 anos, disse que Sondland se ofereceu para a ajudar na sua carreira em 2010 e que, depois de ela ter rejeitado um beijo forçado, cortou toda a comunicação consigo. Num e-mail, na quarta-feira, Natalie explicou que tem sido "assombrada pela experiência". "Nunca conheci nenhuma das outras duas mulheres, no entanto as nossas três histórias têm elementos que as corroboram entre si", garantiu.

A publicação das alegações surge exatamente uma semana depois de Gordon Sondland ter sido ouvido no Congresso e ter dado um testemunho que foi considerado bastante danoso sobre os negócios de Trump com a Ucrânia.

Sondland refuta as alegações e questiona o timing em que foram feitas. Num comunicado publicado na sua página da internet referiu-se às alegações como sendo "falsas", "inventadas e coordenadas para fins políticos". Já o seu advogado, Jim McDermott, sugere que as mulheres estejam a retaliar depois de as suas oportunidades de negócio não terem resultado e que o momento de publicação da peça pode ser interpretado como "manipulação de testemunhas".

Recorde-se que, no seu depoimento no Congresso, Gordon Sondland confirmou que pressionou a Ucrânia por ordem "expressa" de Trump. O embaixador norte-americano na União Europeia revelou que agiu perante o Governo da Ucrânia sob "ordens do Presidente" e que essas pressupunham a pressão para investigação sobre Hunter Biden, filho de Joe Biden, e a sua atividade junto de uma empresa ucraniana, Barisma - suspeita de corrupção - em troca de ajuda militar e de uma reunião do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca.

Donald Trump está sob investigação do Congresso num inquérito para a sua destituição, acusado de abuso de poder no exercício do cargo.

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