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Inundações colocam meio milhão a necessitar de ajuda no Sudão do Sul

Cerca de meio milhão de pessoas necessitam de ajuda urgente no Sudão do Sul, onde as fortes chuvas e inundações que atingem principalmente o estado de Boma mataram pelo menos 70 pessoas.

Inundações colocam meio milhão a necessitar de ajuda no Sudão do Sul

"O número de mortos pelas inundações que afetam várias zonas do estado desde outubro alcançou os 70", referiu o vice-governador de Boma, John Abulla, citado pela agência Efe.

De acordo com o responsável do governo local, este número poderá aumentar, uma vez que há zonas "totalmente alagadas" às quais ainda não é possível aceder.

Abulla alertou que cerca de 500.000 pessoas necessitam de alimentos ou serviços de saúde de forma "urgente" naquela região.

No final de outubro, o Presidente sul-sudanês, Salva Kiir, decretou o estado de emergência nas 27 zonas mais afetadas pelas inundações no país.

De acordo com dados oficias do Governo, pelo menos 800.000 pessoas ficaram sem casas ou zonas de cultivo nestas áreas, com as autoridades a alertarem que muitas destas enfrentam doenças transmitidas pelas águas.

Em Bieh, na zona oriental do país, pelo menos oito pessoas morreram entre meados e finais de outubro por doenças provocadas pelas chuvas e pela falta de cuidados médicos, disse na altura o governador regional, Moses Majok Gatluak.

Ainda que as autoridades não tenham apresentado um balanço total das vítimas, apenas nas regiões de Boma e Bieh o número de mortos causados por chuvas e inundações ronda os 80.

O Sudão do Sul, com maioria de população cristã, obteve a sua independência ao separar-se do norte árabe e muçulmano em 2011, mas a partir do final de 2013 o país entrou num conflito civil, provocado pela rivalidade entre o Presidente, Salva Kiir, e o seu então vice-Presidente, Riek Machar.

As partes formaram um Governo de unidade nacional em 2016, que caiu poucos meses após a formação devido a um reinício da violência, tendo essa sido a primeira tentativa de pacificação do jovem país africano.

O acordo para a criação de um Governo unitário com os rebeldes, aprovado em setembro, foi o mais recente de uma série de acordos entre o executivo de Salva Kiir e os rebeldes liderados por Machar desde o início de uma guerra civil, em 2013.

Em cinco anos de conflito, estima-se que este tenha provocado a morte de 400.000 pessoas e levado a que quatro milhões ficassem deslocadas.

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